O empresário mariliense João Henrique Pinheiro, candidato a prefeito de Marília nas eleições de 2024, já está na Bolívia para responder por uma suposta fraude milionária ligada a um projeto industrial de cana-de-açucar. Ele foi extraditado pela Espanha e chegou ontem à noite em solo boliviano, após a justiça ter decretado a sua prisão preventiva.
João Pinheiro deve ficar na cadeia pública de Bermejo, uma pequena cidade ao sul da Bolívia, na região onde vivem os produtores que alegaram terem sido enganados pelo empresário mariliense.
O empresário está sendo processado pela justiça boliviana por fraude na venda e promessa de entrega de máquinas. Ele teria causado prejuízo que chega a US$ 684 mil dólares (cerca de R$ 3,4 milhões) a mais de 400 famílias de produtores rurais.
Entenda o caso
João Pinheiro foi preso no dia 27 de maio ao desembarcar em Madri, sem ter conhecimento da inclusão do seu nome na lista vermelha da Interpol (organização intergovernamental que facilita a cooperação policial internacional), a pedido do governo boliviano.
O caso envolve um processo referente a um contrato firmado em 2019 para implantação de uma usina de processamento de açúcar, na província de Tarija, na qual ele teria prometido.
Segundo o advogado do empresário, Luiz Eduardo Gaio Júnior, o negócio na Bolívia não foi concluído por entraves legais e o processo chegou a ser arquivado pelo Ministério Público boliviano, em 2022, sob o entendimento de que se tratava de um desacerto comercial.
O inquérito, no entanto, foi reaberto em 2023, sem que João Pinheiro fosse novamente intimado. A defesa chegou a entrar com pedido de habeas corpus junto ao STF (Superior Tribunal Federal), mas acabou sendo negado. Posteriormente, a justiça teria aceito a extradição do empresário para o Brasil, mas ele acabou sendo levado mesmo para a Bolívia.
O caso envolve a construção de uma usina de processamento de açúcar, na qual ele teria prometido, prejudicando cerca de mil produtores rurais daquele país.
O jornal afirma que, por causa disso, João Pinheiro foi incluído na lista vermelha da Interpol e a informação é de que estava preso na Espanha, aguardando uma possível extradição.
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