Novo caso de maus-tratos contra animal revolta moradores em Garça

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Após caso brutal envolvendo gato queimado em churrasqueira, polícia prende mulher suspeita de abandonar pitbull em situação extrema

Mais um caso de violência contra animais voltou a causar indignação em Garça nesta semana. Depois da repercussão do caso do gato morto com extrema crueldade e queimado em uma churrasqueira, a Polícia Civil prendeu uma mulher suspeita de maus-tratos contra um filhote de pitbull encontrado em situação crítica no bairro Araceli.

Os policiais civis chegaram ao imóvel após denúncia anônima. No local, encontraram o cão (um filhote da raça pitbull de aproximadamente seis meses) extremamente magro, debilitado e preso por corda e corrente, exposto ao sol e à chuva, sem qualquer abrigo adequado. O animal também apresentava infestação severa de carrapatos, sinais de desnutrição extrema e possível doença do carrapato.

Totalmente abandonado... 

O cenário encontrado no imóvel chocou os investigadores. A água existente no local era imprópria para consumo (aspecto esverdeado e presença de lodo), além de acúmulo de fezes e entulhos pelo quintal. Também não havia alimentação disponível para o cão.

Diante da situação, os policiais foram até a empresa onde trabalhava a suspeita, uma atendente de telemarketing de 30 anos, que mora nos fundos do imóvel.

Conforme o registro policial, ela admitiu residir no local e afirmou que não dormia na casa havia alguns dias. Ainda segundo a ocorrência, disse ter deixado o animal amarrado para evitar fuga e alegou que a última alimentação teria ocorrido na noite de domingo — sendo que a prisão ocorreu apenas na noite de segunda-feira.

Durante a abordagem, a mulher ainda teria se revoltado contra os policiais, afirmando que “vocês policiais são todos mentirosos”. Ela acabou autuada em flagrante pelos crimes de maus-tratos a animais e desacato.

Semana marcada por casos de crueldade

O caso ocorre poucos dias após outro episódio que causou forte repercussão na cidade: um rapaz de 21 anos foi acusado de matar um gato, queimá-lo em uma churrasqueira e ainda mutilar o animal. O caso mobilizou ativistas da causa animal e gerou revolta nas redes sociais e entre moradores de Garça.

A revolta foi ainda maior porque, na audiência de custódia, o acusado alegou enfrentar problemas de ansiedade e depressão após situações de pressão psicológica, além de dificuldades pessoais recentes, como o fim de um relacionamento e a perda do emprego.

Por isso, acabou sendo liberado pela justiça para responder pelo crime em liberdade. Isso mesmo com o delegado responsável pelo caso, 
Adriano Marreiro, pedir a conversão em prisão preventiva, recebendo parecer favorável do Ministério público.

O ativista animal, Gabriel Fernando, informou que vai reunir novos elementos e reforçar um novo pedido de prisão preventiva junto à Justiça. 
























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