Em menos de uma semana, Marília registra dois casos de feminicídio.
O Deinter 4 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), com sede em Bauru, deve divulgar ainda hoje um balanço da operação "Ano Novo, Vida Nova" de combate à violência contra a mulher desencadeada nesta terça-feira em Marília e região. Em todo o Estado foram 233 pessoas presas.
A operação ocorre no momento em que apenas em Marília foram registrados dois casos de feminicídio em menos de uma semana, mas que terminaram com as prisões dos acusados. No dia 23, Alan Rodrigo Santana Corrêa (foto), de 43 anos, matou, a golpes de canivete, a sua companheira. O crime ocorreu depois que ele a raptou e escondeu o corpo na estrada vicinal que liga Marília a Vera Cruz.
Alan foi encontrado morto ontem à noite quando estava recolhido no setor de seguro da penitenciária de Álvaro de Carvalho, sozinho em uma cela individual. Ele tirou a própria vida cortando o cobertor em tiras e improvidando uma corda.
O segundo caso ocorreu ontem à noite e resultou na morte de duas pessoas: o motorista Jaelson da Hora Silva, de 52 anos e a agenciadora, Maria da Glória Lima Xavier, de 50 anos, que trabalhavam na mesma empresa de ônibus e mantinham um relacionamento amoroso.
Eles foram mortos pelo ex-marido de Maria da Glória que esperou o momento em que as vítimas desciam de um ônibus (na saída para Bauru) e efetuou vários disparos. O homem foi preso durante a fuga, em Boituva.
Os corpos das vítimas serão velados juntos, a partir das 18h de hoje. Os sepultamentos ocorrem nesta quarta-feira (dia 31), às 10h, no cemitério da Saudade, em Marília.
Operação no Estado
A operação "Ano Novo, Vida Nova" foi desencadeada na madrugada desta terça-feira, mobilizando as Delegacias de Defesa da Mulher das Seccionais de Marília, Tupã, Ourinhos, Bauru, Jaú e Lins, com apoio da DEIC e de todas as unidades Policiais Civis.
As ações foram voltadas ao cumprimento de mandados de prisão de autores de crimes graves contra mulheres, especialmente estupro, feminicídio e violência reiterada. O balanço será divulgado ainda hoje.
O balanço parcial no Estado é que já foram presas 233 pessoas, mobilizando quase 1.500 policiais e 450 viaturas.
“Um homem preso significa uma mulher salva, uma família salva”, disse a secretária de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni (foto). Até outubro, a Polícia Civil havia prendido 11 mil agressores de mulheres e deve chegar a 13 mil até o final deste ano.
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