O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está pronto para ir até às últimas consequências contra o Brasil, ou seja, muito além do tarifaço e do cancelamento do visto americano do ministro do STF, Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.
Existe o risco até de sanções tecnológicas, como bloqueio do uso de satélites e GPS.
As medidas estão na mesa da Casa Branca depois que Moraes determinou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) use tornozeleira eletrônica e cumpra outras medidas cautelares, como cumprir recolhimento domiciliar e não se aproximar de sedes de embaixadas e consulados.
Existem mais opções: aumentar as tarifas para exportações brasileiras para 100%, implementar a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras, adotar sanções em conjunto com a Otan, segundo informa a CNN Brasil. Também estão avaliando expulsar os diplomatas brasileiros de Washington e representantes do Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Consequências do bloqueio do GPS
O GPS é o sistema de navegação por satélites mais amplamente utilizado no Brasil para transporte terrestre, marítimo e aéreo já que o país não possui um sistema autônomo de navegação por satélites.
Se os Estados Unidos decidissem interromper abruptamente o sinal do GPS para o Brasil – algo possível, embora politicamente extremo – o país enfrentaria impacto imediato significativo em várias áreas críticas: aviação, logística, agricultura de precisão, telecomunicações, segurança pública e infraestrutura civil.
Existe alternativa?
Se a medida for adotada, o governo brasileiro terá de ampliar contratos com os sistemas da Rússia ou da China.
Para restabelecer a capacidade completa a estimativa para adaptação de nova infraestrutura técnica em torno de 1 a 2 anos; para atualização de equipamentos e receptores cerca de 1 a 3 anos. Isso sem falar em acordos diplomáticos com a Rússia ou China que podem demorar meses a anos de negociação.
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