Trabalhadores da Yoki lutam contra fechamento

Resistência ocorre na fábrica de São Bernardo do Campo. Em Marília, funcionários aguardam "pacote" de benefícios da empresa
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Enquanto que em Marília o fechamento da fábrica da Yoki está sendo encarado até agora de forma pacífica (trabalhadores estão participando de um curso de recolocação no mercado de trabalho e também aguardam o "pacote" de benefícios que será oferecido pela empresa), na outra unidade desativada, em São Bernardo do Campo, o clima é de resistência.

Assembleia dos trabalhadores da Yoki em São Bernardo: resistência.

Após assembleia realizada nesta terça-feira (26), os trabalhadores reafirmaram a disposição de lutar contra o fechamento da empresa anunciado na última semana durante o expediente.

O grupo elegeu 15 representantes entre os funcionários para compor uma comissão que os representará nas reuniões junto ao sindicato da categoria e à empresa. Uma reunião tripartite está marcada, inclusive, para a tarde desta quarta-feira (27/07) em São Paulo.

De acordo com o diretor do Sindicato da Alimentação de São Paulo e Região, Francisco Edvan Rolim, a intenção é reintegrar a fábrica e impedir as demissões. “Vamos argumentar de várias maneiras contra essa decisão imposta aos trabalhadores, uma vez que esta unidade foi a única a não fechar o ano passado no vermelho e não apresentar problemas de produção”, apontou.

FECHAMENTOS - Em Marília foram demitidos cerca de 100 funcionários e, em São Bernardo, em torno de 300. Desde a decisão tomada, na última quarta-feira (20/07), a fábrica em Marília permanece completamente fechada. Apenas uma reforçada equipe de seguranças continua no local, sem acesso dos trabalhadores.

Unidade de Marília: reforço na segurança.

Em entrevista ao portal Visão Notícias.com um deles (preferiu não se identificar), o pacote de benefícios deve ser anunciado na quinta-feira (dia 28). No curso de reciclagem, a empresa promete ajudar na elaboração de currículos e também encaminhamento ao mercado de trabalho.

No entanto, o sindicalista afirmou que uma nova proposta de pacote de demissão será elaborada pela comissão e pelo sindicato para ser apresentada à empresa em caso de intransigência. “Precisamos estar preparados para todas as respostas e vamos querer, no mínimo, garantia de um ano de convênio médico, um ano de cesta básica e dois salários para cada trabalhador, além de outras questões pontuais que precisamos discutir em detalhes, porque essa postura da empresa é inaceitável”, disse Rolim.

Por meio de nota, a General Mills - detentora da marca desde 2012 – reiterou o posicionamento de fechamento das fábricas de Marília e São Bernardo do Campo, pois se trata de uma “decisão estratégica para melhorar a eficiência operacional do negócio em um momento desafiador da economia brasileira.”

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