São Paulo permanece em estado de atenção devido às chuvas persistentes

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São Paulo está em estado de atenção por causa das chuvas persistentes e duradouras que atingem o território paulista. Segundo a Defesa Civil estadual, essa condição favorece deslizamentos de terra e sobrecarregam rios e córregos. O órgão descartou, neste momento, o risco de tempestade severa e tornado.

Em Marília, por exemplo, continua valendo o alerta (foto) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que começou a zero hora deste sábado: chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos (60-100 km/h), e queda de granizo. Risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e de alagamentos. Marília e região viveram momentos de tensão por causa do risco de tempestade e até risco de tornado.

Nas últimas 48 horas, foram registradas 26 ocorrências no estado, incluindo destelhamento, desabamento, deslizamento de terra e vendavais. Os ventos chegaram a 92km/h no interior do estado. Foram 100 milímetros de chuva em apenas um dia, segundo o órgão paulista.

Já o Inmet lançou um alerta vermelho para a possibilidade de formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul do Brasil na noite desta sexta-feira (11).

Há risco de tempo severo, com possibilidade de fortes correntes de ar descendentes no interior das nuvens de tempestade. Segundo o Inmet, o sistema deve se deslocar rapidamente em direção ao oceano ao longo do sábado (12), quando atingirá sua intensidade máxima. 

A formação do ciclone deve contribuir para a ocorrência de granizo entre o noroeste do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Previsão para os próximos dias

O deslocamento da frente fria pelo oceano Atlântico, altura do litoral da Região Sudeste, e a presença de baixas pressões sobre o continente, mantêm a condição de instabilidade em todo o estado de São Paulo pelo menos até segunda-feira, com muitas nuvens e áreas de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas por trovoadas. Contudo, períodos de melhoria ocorrem em algumas regiões. Temperaturas em declínio.

Chuva deve continuar nos próximos dias em Marília (fonte: IPMET/Bauru).

Terça-feira: o dia deve começar com bastante nebulosidade e previsão de chuvas isoladas nas regiões mais ao norte e a leste do estado de São Paulo, ainda sob influência de uma área de baixa pressão. Ao longo do dia, as áreas de instabilidade perdem intensidade, favorecendo a diminuição da nebulosidade e da probabilidade de chuva.

Quarta-feira: A maior parte do estado de São Paulo terá predomínio de sol e poucas nuvens, sem previsão de chuva. A exceção fica para o litoral e a região sul, onde haverá maior concentração de nuvens e possibilidade de chuvas isoladas.

Estragos em outros estados

As fortes tempestades provocadas por uma frente fria e pela formação de um ciclone extratropical causaram graves estragos na Região Sul. O estado mais afetado foi o Paraná, onde o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) chegou a emitir um alerta vermelho de grande perigo.

Paraná:

  • Mortes por soterramento: Em Ponta Grossa, três pessoas morreram após um barranco desabar sobre uma residência enquanto a família dormia;
  • Sequência de tornados: O Simepar confirmou a ocorrência de três tornados em menos de 48 horas. Os fenômenos atingiram as áreas de Francisco Alves, Espigão Alto do Iguaçu e a zona rural de Goioerê;
  • Chuva de granizo destrutiva: No município de Dois Vizinhos, pedras de granizo de grande porte destelharam mais de 600 casas. Cidades como Londrina e Campo Largo também registraram destelhamentos, inundações de vias e quedas de árvores;
  • Falta de energia: Cerca de 10 mil imóveis ficaram sem fornecimento elétrico. O governo estadual montou um gabinete de crise para coordenar as ações de socorro e monitorar o nível dos rios que continuam subindo

Rio Grande do Sul e Santa Catarina:

  • Granizo e vendavais: No Rio Grande do Sul, frentes de tempestade avançaram na madrugada trazendo queda massiva de granizo que cobriu ruas de gelo e danificou coberturas de residências;
  • Danos estruturais: As defesas civis estaduais registraram ocorrências de destelhamentos causados por rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h em pontos isolados.

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