Sai o laudo sobre a morte de estudante mariliense. Confira o resultado e os próximos desdobramentos do caso

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O laudo do IML (Instituto Médico Legal), da Polícia Civil apontou que no corpo da estudante de medicina mariliense, Carolina Andrade Zar, de 22 anos, havia arsênio, considerado um veneno potente. A família da jovem aponta sobre um possível crime de suicídio induzido, que poderia envolver o então namorado da estudante, filho de um empresário de Garça, de quem estaria grávida e a teria induzido a um aborto.

Segundo o advogado Caio Silva (escritório SAntel e Silva Advogados), que representa a família da vítima, agora a expectativa fica por conta da perícia no celular do ex-namorado que poderá indicar possíveis mensagens sobre um possível envolvimento dele no caso. O rapaz ainda não foi ouvido pela Polícia Civil.



Quando ao laudo do IML, observou que foi “um avanço importante na apuração, pois confirmou que a causa da morte foi intoxicação aguda por arsênio, caracterizando envenenamento por agente químico. Com essa constatação técnica, a investigação passa a trabalhar com maior precisão, direcionando diligências para verificar a origem da substância utilizada, bem como eventual participação de terceiros na obtenção do veneno”.
 
Entenda o caso
 
A estudante morreu em maio do ano passado. Ela foi encontrada desacordada por um amigo e socorrida até à Santa Casa, onde não resistiu. O caso foi registrado como suicídio. Mas, o pai da estudante alega que o então namorado de Carolina teria influência na morte da jovem.

De acordo com os relatos encaminhados à Polícia Civil, a estudante namorava um universitário de 22 anos, que atualmente está em Campinas, onde cursa Administração. Como a família dele mora em Garça (filho de um empresário desta cidade), eles sempre se encontravam. Em novembro do ano passado, a moça descobriu que estava grávida.

A partir daí, o rapaz teria mudado a forma de tratar a estudante, alegando que a sua família, quando soubesse da gravidez, iria "trancar" a faculdade e exigir que procurasse um emprego. Por isso, passou a pedir que fizesse o aborto, inclusive indicando como isso deveria ser feito.

A família da estudante só ficou sabendo depois que ela já havia interrompido a gravidez. A partir daí, passou a viver o drama da depressão que teve um fim trágico neste mês. Diante dessa situação, decidiu denunciar o caso à polícia que agora apura o caso por meio de inquérito.

A Delegacia de Defesa da Mulher de Marília instaurou inquérito para apurar um possível crime de suicídio induzido. O laudo do celular do rapaz poderá reunir provas sobre essa ligação criminal.

“A expectativa agora é que, com a análise dos celulares, seja possível esclarecer eventuais comunicações relacionadas ao caso, inclusive quanto à possível aquisição da substância, o que poderá contribuir para o avanço das investigações e para a definição das responsabilidades eventualmente envolvidas”, afirmou o advogado 
Caio Silva (foto) que representa a família.






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