Prefeitura vai apurar mortes de pacientes na UPA

Foram quatro mortes em 48 horas. Na última mulher foi medicada e orientada a procurar o "postinho". Unimar não comenta.
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As quatro mortes ocorridas em praticamente 48 horas na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da zona Norte serão apuradas pela Secretaria Municipal da Saúde, informou no começo desta tarde a assessoria de imprensa da Prefeitura. Duas mortes foram de vítimas do acidente na SP-333 e outras duas de pacientes com problemas clínicos.

UPA teve "batismo de fogo" neste fim de semana.

Desde que concluída e inaugurada em maio deste ano, a UPA passou a ser administrada pela Unimar, através do Hospital Universitário que se responsabilizou pelo gerenciamento e contratação de todos os funcionários, incluindo médicos

O caso que mais chamou a atenção foi a morte de uma mulher de 44 anos, Marcilei Aparecida da Silva Batista, que morava no bairro Jânio Quadros. De acordo com o marido da vítima, Valdi Wilson Batista, no sábado de madrugada a mulher acordou com muitas dores no estômago e, por isso, foi levada até a UPA, onde a médica de plantão receitou buscopam, um outro medicamento e orientou a família para que procurasse o "postinho de saúde" na segunda-feira.

Mas, ontem à noite, Marcilei voltou a sentir as fortes dores e foi levada de ambulância do SAMU de volta à UPA, mas ela acabou morrendo no meio do caminho. Boletim de ocorrência foi registrado na Central de Polícia Judiciária e deve ser aberto inquérito para apurar o caso.

A reitoria preferiu não se manifestar sobre a morte dessa mulher.  Em nota enviada ao portal Visão Notícias.com se limitou a informar que "todo atendimento assim como o prontuário médico é sigiloso não podendo ser divulgadas informações sobre o mesmo, estas informações só podem ser fornecidas pela familia e responsáveis pela paciente".

OUTRAS MORTES - No sábado à noite, a reportagem do portal Visão Notícias.com acompanhou a movimentação intensa naquela unidade. Primeiro, devido a morte de um homem que sofreu parada cardíaca. Ele chegou à UPA já nessa situação e, apesar de todos os esforços, os médicos não conseguiram reverter o quadro clínico.

Parentes das vítimas do acidente aguardam por informações na UPA.

Logo em seguida, a UPA teve o seu "batismo de fogo" devido a um grave acidente na rodovia SP-333, no trevo de Júlio Mesquita. Embora o Hospital das Clínicas teoricamente fosse o local indicado (por ser um hospital de atendimento de urgência), as ambulâncias acabaram levando quase todas as vítimas para a unidade na zona Norte, onde trabalhavam apenas dois médicos (clínicos gerais) e uma equipe de residentes.

Todos os demais pacientes que aguardavam na ante sala e até mesmo nos consultórios tiveram que aguardar o retorno das equipes. Mas, duas vítimas do acidente acabaram morrerando, inclusive uma que estava na ala de observação e o quadro clínico se agravou rapidamente. No total, foram seis mortes (três no local do acidente, duas na UPA e outra quando o paciente já tinha sido transferido para o HC).

Sobre essas mortes, a Unimar informou que "somos uma unidade de pronto atendimento, de porta aberta e que participa da regulação de urgência e emergência do município de Marília, estando sempre a disposição para atender quaisquer casos não importando a patologia que vierem a procurar o serviço".

APURAÇÃO - Por sua vez, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que a Secretaria Municipal da Saúde está apurando os casos. A nota diz que "está monitorando os serviços prestados na UPA pela OSCIP e que vai aguardar o envio das informações sobre os casos para uma posterior averiguação dos atendimentos prestados no local".





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