Quarta fase da Operação "Veritas Vincit" cumpriu mandados de prisão e buscas; peritos também analisaram sistema de videomonitoramento da Prefeitura
A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (27) a quarta fase da Operação "Veritas Vincit", que investiga o suposto assalto praticado contra um vereador de Assis em março deste ano. A ação resultou no cumprimento de um mandado de prisão temporária, cinco mandados de busca e apreensão e novas diligências que ampliam o alcance da investigação.
O caso ganhou grande repercussão após as investigações apontarem a suspeita de motivação política para o crime, hipótese que segue sendo apurada pelas autoridades. Na ocasião, o parlamentar teve o telefone celular roubado por um homem armado. A Polícia Civil sustenta que o crime pode ter sido planejado e executado por mais de uma pessoa, envolvendo diferentes funções na ação criminosa.
Foco da nova operação
Nesta nova etapa, policiais civis e peritos da Polícia Científica realizaram diligências no Centro de Controle Operacional (CCO), ligado à Secretaria Municipal de Governo e Administração (foto). O objetivo foi verificar a integridade das imagens do sistema municipal de videomonitoramento e esclarecer inconsistências identificadas durante a investigação.
Segundo a Polícia Civil, as fases anteriores permitiram identificar o executor do roubo e avançar sobre a possível participação de outros investigados, que teriam atuado no planejamento, apoio logístico, coordenação da ação criminosa e, possivelmente, na ocultação ou supressão de provas.
Durante o cumprimento dos mandados desta segunda-feira, foram apreendidos quatro aparelhos celulares, que passarão por perícia. Um homem de 31 anos também foi preso temporariamente e encaminhado a uma unidade prisional da região, onde permanecerá à disposição da Justiça.
A Operação "Veritas Vincit" — expressão em latim que significa "A Verdade Vence" — prossegue com o objetivo de esclarecer completamente a dinâmica do crime, identificar todos os envolvidos e reunir novas provas para subsidiar a investigação.
Relembre o caso
O suposto assalto ocorreu na noite de 23 de março de 2026, quando um vereador de Assis foi abordado por um homem armado e teve o telefone celular roubado.
A princípio, o crime parecia tratar-se de um roubo comum, mas o avanço das investigações levou a Polícia Civil a trabalhar com a hipótese de que a ação teria sido planejada e motivada por interesses políticos.
Ao longo das três primeiras fases da Operação "Veritas Vincit", a Polícia Civil identificou o suposto executor do roubo e ampliou as investigações para apurar a participação de outras pessoas que, segundo os investigadores, teriam atuado no planejamento, apoio logístico e coordenação da ação criminosa.
Durante a investigação, um ex-secretário municipal chegou a ser preso temporariamente por determinação da Justiça, além do cumprimento de diversos mandados de busca e apreensão. Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos foram recolhidos para perícia, enquanto novos depoimentos e análises técnicas passaram a integrar o conjunto de provas.
Na reportagem anterior, o Visão Notícias mostrou que a Polícia Civil apontava indícios de motivação política para o crime, hipótese que continua sendo investigada e que ainda será analisada pelo Poder Judiciário ao longo do processo.
Com a quarta fase da Operação "Veritas Vincit", deflagrada nesta segunda-feira (27), a Polícia Civil afirma que busca esclarecer definitivamente a participação de todos os envolvidos, além de apurar possíveis tentativas de ocultação ou supressão de provas durante as investigações.
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