Morte do garoto Lorenzo completa dois anos e família teme pela liberdade de menor acusada pelo crime

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Uma data sem motivo para comemorar. A morte do garoto Lorenzo Febronio Nunes completou dois anos nesta semana e  foi lembrada com uma celebração religiosa em Marília. A família teme que a acusada pelo crime, uma uma adolescente que na época tinha 14 anos, possa ganhar liberdade a qualquer momento.

A missa ocorreu às 19h30, na Paróquia Sagrada Família (foto), reunindo familiares e amigos em homenagem ao garoto, que tinha apenas cinco anos quando foi assassinado a pedradas.

“Com o seu riso contagiante, com tão pouco tempo de vida, Lorenzo transformou cada momento em preciosidade. Me apego em Deus, somente Nele, e sigo lutando por justiça”, afirmou a mãe, Laís, em entrevista ao Visão Notícias.

Relembre o caso

O crime aconteceu no distrito de Lácio no dia 11 de fevereiro de 2024. Lorenzo brincava em frente à praça onde morava quando desapareceu. O caso mobilizou a comunidade e ganhou ampla repercussão, com centenas de pessoas participando das buscas.

As suspeitas recaíram sobre uma adolescente de 14 anos, vista por testemunhas e por câmeras de segurança caminhando com a criança em direção a um pasto. Posteriormente, ela teria retornado sozinha. Segundo a polícia, após ser questionada na presença de policiais militares, a menor indicou o local onde o corpo foi encontrado. Lorenzo foi morto a pedradas.

De acordo com as investigações, o motivo do crime teria sido o fato de o menino ter questionado a adolescente sobre o uso de “roupa de homem”.

O caso teve grande repercussão na cidade e a Prefeitura homenageou Lorenzo dando seu nome a uma escola do distrito. A adolescente foi encaminhada para internação na unidade da Fundação Casa, em Cerqueira César.

Medo de liberdade e campanha por mudanças

A família demonstra preocupação com a possibilidade de a adolescente ganhar liberdade em breve. “Temo pela saída da assassina do meu filho até o meio do ano”, declarou a mãe.

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o período máximo de internação para menores é de três anos.

Após esse prazo, o jovem deve ser liberado compulsoriamente. Este mesmo tipo de crime, se praticado por um maior de idade, a pena pode chegar a 30 anos de prisão.

Diante disso, a família realizou uma campanha na internet para reunir assinaturas e defender mudanças na legislação, pedindo penas mais rígidas para crimes graves cometidos por adolescentes. O documento está com mais de 25.700 assinaturas.

O caso segue marcado pela dor da família e pelo debate sobre os limites da lei em situações envolvendo atos infracionais de extrema violência.





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