A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Marília prendeu na manhã deste sábado (17) dois irmãos que são acusados de assassinar o comerciante mariliense Rafael Francisco Alves Ferreira (foto). O corpo da vítima foi encontrado dentro do seu próprio carro que foi incendiado pelos criminosos, em Pompeia. Rafael teria sido morto ao cobrar uma dívida dos suspeitos.
De acordo com informações preliminares da Polícia Civil, o crime ocorreu ainda em Marília no estabelecimento comercial dos acusados, na zona norte da cidade. Rafael teria ido ao local para cobrar uma dívida que seria de agiotagem, segundo informou há pouco, em nota oficial, a Polícia Civil (veja abaixo).
Em depoimento à DIG, os acusados alegaram que o comerciante foi ao local para cobrar a dívida e teria agredido um dos envolvidos, como forma de coagir que pagasse a dívida.
Tanto que, depois da agressão, ameaçou colocá-lo no porta-malas do seu carro, momento em que teria surgido o segundo envolvido que o atingiu com golpes de martelo. Em seguida, os acusados colocaram a vítima no seu carro (um Porsche Macan).
Um dos envolvidos assumiu o volante enquanto que o outro seguia logo atrás em uma moto. O veículo foi levado até à estrada municipal que liga Oriente a Pompeia, onde os envolvidos atearam logo.
Como foi a prisão
Com a queima do automóvel e o corpo no seu interior, os irmãos acreditavam que as provas seriam "apagadas". Mas, em conversa com a esposa da vítima, os investigadores da DIG descobriram que o comerciante tinha saído de casa para fazer a tal cobrança, indicando os nomes dos suspeitos.
Os dois irmãos foram presos por volta das 6h da manhã deste sábado, quando chegavam para trabalhar, ou seja, tentando levar uma "vida normal" e, com isso, não levantar suspeitas. A DIG pediu a prisão temporária dos envolvidos e aguarda a decretação pela Justiça.
Matéria atualizada às 11h35.
Confira a nota oficial divulgada pela DIG:
A Polícia Civil informa que apura um homicídio ocorrido após uma sequência de fatos relacionados a uma relação financeira irregular entre a vítima e os envolvidos. Conforme os elementos preliminarmente colhidos na investigação, há indícios de que a vítima praticava empréstimos de dinheiro a juros excessivos, situação conhecida como agiotagem, mantendo vínculo financeiro com os investigados.
Apesar de pagamentos reiterados realizados ao longo do tempo, inclusive mediante a transferência de bens imóveis e veículos, o valor da dívida apresentava crescimento contínuo, tornando-se, segundo apurado, inviável de ser quitado.
Na data de ontem, a vítima teria comparecido novamente ao estabelecimento comercial dos devedores, ocasião em que passou a agredir fisicamente um deles. Durante o episódio, a vítima teria demonstrado a intenção de levá-lo à força para outro local, possivelmente para constrangimento ou intimidação, circunstância que é objeto de apuração. Tal hipótese decorre, entre outros elementos, do fato de o veículo da vítima estar estacionado em frente ao imóvel, com o porta-malas aberto, bem como da tentativa de arrastar o agredido para fora do local.
Diante da situação, o irmão da pessoa agredida interveio, apoderando-se de um martelo e desferindo golpes contra a vítima, que veio a óbito ainda no local.
Após o ocorrido, os envolvidos colocaram o corpo da vítima no interior de seu próprio veículo, acomodando-o no banco traseiro e envolvendo-o em papelões. Em seguida, deslocaram-se até o município de Pompéia, por uma estrada de terra acessada através da cidade de Oriente, onde, utilizando um galão de gasolina, atearam fogo no automóvel.
Antes de se deslocarem ao município de Pompéia, os executores do crime subtraíram alguns objetos que estavam em poder da vítima, consistentes, em tese, em peças aparentando tratar-se de joias. Referidos bens foram posteriormente localizados e apreendidos na residência dos investigados, sendo devidamente recuperados e incorporados aos autos da investigação.
A vítima foi devidamente identificada após exames realizados pelo Instituto Médico Legal, tratando-se de RAFAEL FRANCISCO ALVES FERREIRA.
As investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos, com a análise técnica das provas, oitivas de testemunhas e adoção das providências legais cabíveis.
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