Laudo da morte de menina que morreu em Marília aponta lesões no cérebro

Padrasto alegou que ela caiu da cama e depois da escada; ele está preso e deve responder por homicídio doloso.
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O IML (Instituto Médico Legal) de Marília liberou nesta quinta-feira (19) o laudo sobre a morte da menina Isabelle Fernandes, de 2 anos. A menina morreu no dia 27 de setembro após ficar cinco dias internada. O laudo aponta lesões no cérebro da criança que podem ter sido causadas pela síndrome do bebê sacudido.

O padrasto que estava com a menina quando ela deu entrada no pronto-socorro informou que ela tinha caído da cama depois de passar mal ao ingerir medicamentos da mãe. Depois ele mudou a versão e disse que na verdade, ela tinha caído da escada. Ele foi preso temporariamente e está na Cadeia de Lutécia.

De acordo com o laudo do IML, Isabelle sofreu lesões no cérebro e uma hemorragia no crânio que causaram o traumatismo. As lesões podem ter sido causadas pela síndrome do bebê sacudido, que é quando algum adulto chacoalha a criança com tanta força que o movimento de aceleração e desaceleração acaba lesionando o cérebro.

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O laudo também não descartou totalmente a hipótese da criança ter caído de algum lugar bem alto. No entanto, a médica legista ressaltou que nesse caso, a menina deveria apresentar fraturas pelo corpo, o que não foi constatado. Isabelle, segundo o laudo, apresentava apenas um hematoma em um dos olhos, o que é comum em crianças que sofrem a síndrome do bebê sacudido.

No dia que foi internada, Isabelle estava sob os cuidados do padrasto no condomínio de apartamento onde os dois moravam com a mãe da menina, que estava trabalhando. A menina foi internada com suspeita de intoxicação pelos medicamentos, mas como os médicos viram os hematomas acionaram o conselho tutelar e um boletim de ocorrência foi registrado com a suspeita de maus-tratos.

Segundo o delegado Bolívar dos Santos Júnior, que comanda as investigações, os depoimentos das testemunhas e o laudo indicam um caso grave de omissão de socorro. Ele ainda aguarda dois laudos do local onde a menina morava e da possível intoxicação por medicamentos para concluir as investigações, mas deve pedir a prisão preventiva do padrasto, Israel Luiz Vieira. Fonte: G-1







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