O ex-prefeito Vinicius Camarinha divulgou nesta tarde nota oficial negando qualquer tipo de irregularidade nos processos licitatórios da merenda escolar. Apesar de o Ministério Público Federal apontar Marília como uma das cidades investigadas de 2013 a 2017 (ou seja, durante toda sua gestão), ele garante que isso não é verdade.
"Marília não aparece na lista de cidades alvo da operação", afirma Vinicius, referindo-se ao fato da Polícia Federal citar o nome de Garça (e não Marília) na sua listagem oficial. E acrescenta que "durante o seu mandato houve importantes investimentos na merenda escolar e tudo foi feito dentro de toda a legalidade prevista".
Já o MPF, em sua nota oficial, cita o envolvimento de Marília e cita diretamente que o motivo da investigação refere-se a "contratos para fornecimento de alimentação escolar", acrescentando ainda que "entre os alvos dos mandados estão empresários, ex-prefeitos, servidores e ex-servidores municipais, secretários e ex-secretários de prefeituras e uma vereadora".
Envolvimento de Garça
A Prefeitura de Garça também divulgou nesta tarde uma nota oficial à respeito da operação da PF na cidade, não tendo sido oficialmente comunicada da investigação. Acrescenta que o departamento jurídico busca informações para saber qual seria o motivo da investigação e a qual gestão é correspondente.
A nota acrescenta ainda que "não houve presença de Policiais Federais em nenhum prédio da Prefeitura, seja no Paço Municipal, Secretarias ou qualquer outra instalação". E finaliza afrirmando que a administração municipal "tem total interesse em esclarecer os fatos, mas ainda está apurando o ocorrido".
Esquema de fraude
Delegados da PF durante coletiva à imprensa, em Ribeirão Preto.
No final da manhã, os delegados da Polícia Federal, em Ribeirão Preto (unidade que coordenou a operação) informaram que agentes públicos e empresários alvos da Operação Cadeia Alimentar II, deflagrada nesta terça-feira em 27 cidades paulistas, chegaram a repartir entre si 100% do dinheiro pago por prefeituras para o fornecimento de merenda escolar de escolas públicas.
O produto comprado era pago pelas prefeituras. Mas, não era entregue, conforme apontou a investigação.
O acordo fechado entre os suspeitos previa que metade do valor ficasse com o empresário, enquanto a outra metade era repassada ao servidor ou até mesmo ao prefeito.
Alguns contratos com irregularidades chegam a R$ 10 milhões. O MPF e a PF apontam que as fraudes atingem de 10% a 14% dos contratos analisados. Mas, ainda não há um balanço final do valor desviado dos cofres públicos.
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