Prefeitura culpa gestão de Vinicius Camarinha por envolvimento em fraude na merenda

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Agentes da PF e MPF cumprem 27 mandados de prisão temporária e 55 de busca e apreensão por todo interior; Justiça determinou bloqueio de até R$ 2 bilhões

As cidades de Marília e Garça também são alvo da Operação Cadeia Alimentar II, deflagrada pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal para investigar fraudes no fornecimento de merenda escolar a diversos municípios paulistas entre 2013 e 2017.

Há pouco, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Marília divulgou uma nota oficial culpando a gestão do ex-prefeito Vinicius Camarinha por envolver o município nessa operação. 

Veja a nota oficial:

A Prefeitura de Marília informa que já tomou conhecimento das investigações e que o período citado se refere a administração passada do ex-Prefeito Vinicius Camarinha. Em 2017, primeiro ano dessa gestão, só foi cumprido o restante do contrato iniciado pelo ex-prefeito.

Já na atual gestão diversas medidas de economia e aumento da qualidade da merenda foram adotadas, entre elas, a entrega ponto a ponto em cada escola, o que trouxe ao município uma economia de quase 50% aos erários públicos.

Operação em todo o Estado

Ao todo, estão sendo cumpridos 27 mandados de prisão temporária e 55 de busca e apreensão em diversas cidades do Estado de São Paulo. As medidas foram autorizadas pela 4ª Vara Federal de Ribeirão Preto e se baseiam em informações obtidas por meio de um acordo de colaboração premiada que dois envolvidos no esquema firmaram com o MPF e a PF.

As irregularidades sob investigação abrangem contratos para fornecimento de alimentação escolar em Marília outras 23 cidades do interior. Entre os alvos dos mandados estão empresários, ex-prefeitos, servidores e ex-servidores municipais, secretários e ex-secretários de prefeituras e uma vereadora. Um mandado de busca e apreensão ocorreu na cidade de Garça.

Pagamentos de propina

A operação desencadeada hoje é uma continuidade da Operação Cadeia Alimentar, deflagrada em maio do ano passado.

Os alvos são investigados pela prática de organização criminosa, fraude a licitações, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva e prevaricação.

Segundo as apurações, o esquema foi capitaneado por um frigorífico sediado na cidade de Brodowski, com o auxílio de outras firmas do mesmo grupo.

A partir do pagamento de propinas, que giravam em torno de 10% do valor dos contratos, os envolvidos direcionavam licitações para favorecer a empresa lançando mão de uma série de fraudes, como a simulação de concorrência, o ajuste prévio de preços e a inclusão de exigências técnicas nos editais que limitavam a participação de outros interessados.

Concluídos os processos de seleção, o frigorífico fornecia os produtos com superfaturamento ou, em alguns casos, sequer os entregava, embora recebesse os pagamentos referentes a eles.

Reunindo provas - Os mandados de busca e apreensão visam à coleta de dispositivos e mídias eletrônicos que contenham o registro dos diálogos entre os investigados por mensagens de aplicativo ou e-mails.

Além de autorizar as prisões e a obtenção desses itens, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos envolvidos, em quantia que alcança o total de R$ 2 bilhões.

Outro lado

O portal Visão Notícias manteve contato com as assessorias de imprensa de Garça e também da gestão de Vinicius Camarinha (envolve o período em que foi prefeito), mas até o final desta manhã nenhuma nota oficial havia sido divulgada. 







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