Relatando detalhes de como a casa foi encontrada e que foram levados dinheiro, cartões, chaves de um carro, alimentos, outros objetos, além das condições em que o corpo foi encontrado, a família da aposentada Célia José Issa Mennocchi, de 81 anos, divulgou nesta tarde uma nota ao portal Visão Notícias em que insiste na
hipótese que ela teria sido vítima de latrocínio.
Morte de dona Célia é um mistério, para a família.
Já a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) informou que ainda o laudo do IML (Instituto Médico Legal). "Nós temos a declaração de óbito de que foi morte natural. Mas, não descartamos a hipótese de que alguém possa ter invadido a casa para furtar após a morte da vítima. Mas, tudo isso será esclarecido com o laudo do IML. Nós ainda não recebemos", informou o delegado Valdir Tramontini. A Polícia Civil prossegue nas investigações, mas (como de costume), a divulgação só acontece após o esclarecimento do caso.
O corpo da vítima foi encontrado pela própria família no dia 23 de abril na casa onde morava, no jardim Maria Nasser, zona sul da cidade (atrás do clube dos Bancários). De acordo com o boletim de ocorrência, há dois dias que ela não dava notícias e, por isso, um dos netos foi até ao local. Como não respondia, pulou o portão e encontrou a porta da cozinha aberta, com a chave do lado de fora.
CRIME OU MORTE NATURAL?
Dez dias após o encontro do corpo, a família relatou que "foram encontradas uma machadinha, uma chave de rodas e uma espécie de pé de cabra no local do arrombamento, ferramentas estas que não pertenciam à vítima, e que foram apreendidas pela polícia juntamente com um saco de lixo de 100 litros com dezenas de garrafas de vidro de bebidas que estavam ensacadas para serem levadas, portando com certeza tem as impressões digitais do(s) criminoso(s). (até esta data, não foram enviadas para perícia)". Além disso, haveria sinais de arrombamento.
Lançol da cama com manchas de sangue
Os detalhes em que o corpo foi encontrado também chamam a atenção: "deitada na cama de bruços (como era seu costume de dormir), com os dois braços para trás, o rosto afundado no colchão, de maneira reta, sem que o rosto pendesse para direita ou para a esquerda. A baixo da boca havia sangue aquoso em media quantidade. O travesseiro tinha dezenas de gotas de sangue vivo em um dos lados e uma gota do outro lado. O travesseiro e a parte inferior da dentadura estava à aproximadamente 60 centímetros do corpo. Na dentadura há sangue".
Hipótese de crime - Na nota, a família também suspeita de latrocínio com os seguintes detalhes:
"O Algoz (suspeito) adentrou o quintal, ficou escondido escutando os movimentos de sua vitima, quando percebeu que ela dormiu, arrombou a casa, foi até o seu quarto, viu a vítima dormindo de bruços, subiu em cima das costas dela, prendendo o corpo e os braços dela com suas coxas e com as duas mãos na nuca dela, deu inicio ao processo de asfixia sobre o travesseiro, como a reação natural é debater-se, ela deve ter ferido a boca e gengiva com a dentadura (por isso as marcas de sangue vivo no travesseiro) e percebendo que o travesseiro estava atrapalhando seu intento maléfico, num movimento brusco, puxou o travesseiro arrancando a parte de baixo da dentadura, ficando estas duas peças a mais ou menos 60 centímetros de distancia do corpo.
Travesseiro da vítima: usado para asfixia?
A força usada para empurrar a cabeça dela contra o colchão se distribuiu por toda extensão das mãos criminosas que praticaram tal ato. Como não houve concentração de força em uma área pequena, não ficou marcas aparentes. Pelo estado do corpo acreditamos que esse crime aconteceu no domingo 22/04/2018 entre 15:00 e 17:00 horas".
LAUDO QUESTIONADO - Ainda na nota enviada ao Visão Notícias,m os familiares também não concordam
com o laudo que foi divulgado até agora:
Pé de cabra também teria sido usado para arrombamento.
"O laudo preliminar apontou CAUSAS NATURAIS DESCONHECIDAS. Ora, houve INVASÃO DE DOMICILIO, ARROMBAMENTO, FURTO e por fim a MORTE de uma pessoa que gozava de perfeita saúde, a morte de uma Mariliense, contribuinte de impostos. Assim, um laudo tão genérico que sequer indicou a causa da morte NÃO pode ser aceito pela sociedade com naturalidade".
E, por último, pedem que a polícia seja avisada caso alguém possa dar informações: "Quem souber de alguma coisa que possa ajudar favor ligar 197 para Informações".
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