Morte de idosa: família acredita em latrocínio. Polícia investiga

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Sob um clima de muita emoção, foi sepultado nesta tarde (16h), no cemitério Parque das Orquídeas, o corpo da aposentada Célia José Issa Mannochi, de 81 anos, encontrada morta ontem à noite, na zona sul de Marília. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, mas segundo o laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) e que consta no atestado de óbito a causa seria "morte natural".

Mas, familiares ouvidos nesta manhã pelo portal Visão Notícias garantem que não há dúvidas disso, porque apresentava ferimentos no rosto e também um pano próximo ao pescoço, indicando que teria sido asfixiada.

O corpo da vítima foi encontrado ontem, no começo da noite, na casa onde morava, no jardim Maria Nasser, zona sul da cidade (atrás do clube dos Bancários). De acordo com o boletim de ocorrência, há dois dias que ela não dava notícias e, por isso, um dos netos foi até ao local. Como não respondia, pulou o portão e encontrou a porta da cozinha aberta, com a chave do lado de fora.

Matéria atualizada às 8h30 e às 16h30 (24/04)

Ele encontrou a aposentada na cama, de bruços, e o corpo apresentava sinais de decomposição, indicando que a morte já havia ocorrido há um certo tempo. A casa estava revirada e objetos separados, indicando presença de uma outra pessoa. Mas, por enquanto a ocorrência foi registrada como "morte suspeita", mesmo porque a princípio não teriam sido encontrados sinais externos de violência.

MORAVA SOZINHA - Familiares disseram que dona Célia José Issa Mannochi, mesmo morando sozinha, tinha o hábito de passar alguns dias da semana com as filhas, mas gostava de voltar e ficar em casa. Além disso, sempre que precisava pedia ajuda a pessoas que passavam pela rua, inclusive dando dinheiro para alguma tarefa doméstica.

Por isso, os familiares acreditam que algum criminoso tenha se aproveitado dessa bondade e praticado o crime de latrocínio (roubo seguido de morte). O corpo da vítima ainda permanece no IML e o horário do sepultamento ainda não está confirmado.

O delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Valdir Tramontini, disse ao portal Visão Notícias que a hipótese de um crime violento não está descartada, mas tudo vai depender do laudo pericial. Como o imóvel estava bastante revirado, existem duas possibilidades: latrocínio (a vítima ter sido asfixiada) ou mesmo um furto, com a mulher tendo um mal súbito.

 







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