FAMAR: novas ações poderão ser adotadas nesta semana.

Procurador reúne provas necessárias para fazer denúncias à Justiça
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Vinte dias depois de ter sido desencadeada a operação "Esculápio", pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, novos desdobramentos envolvendo a FAMAR (Fundação de Apoio à Faculdade de Medicina de Marília) deverão ocorrer ainda nesta semana, informou agora à tarde o procurador, Jefferson Aparecido Dias. A operação apura crimes como fraudes em licitações, desvio de recursos públicos (peculato) e também formação de quadrilha, envolvendo diretores da instituição, ligada ao complexo FAMEMA.

O Procurador da República explicou que após a operação, que resultou na apreensão de diversos documentos em unidades da FAMEMA, clínicas e também residências de diretores (foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal).

Mais detalhes da operação, clique AQUI

Os documentos estão sendo periciados para verificar possíveis irregularidades e propor ações criminais e de improbidade administrativa. Agora o trabalho do MPF está em apurar todos os procedimentos e levantar provas necessárias para apresentação de denúncias à Justiça.

AS INVESTIGAÇÕES - A FAMAR substituiu a antiga FUMES (Fundação Municipal de Ensino Superior de Marília) no gerenciamento de uma verba pública no valor de R$ 200 milhões por ano para aplicar nas unidades de saúde, que incluem três hospitais e um ambulatório em Marília (o valor é quase o dobro do que era recebido pela instituição até 2012).

As suspeitas de fraude e de mau uso do dinheiro público levaram ao desencadeamento da operação "Esculápio". Teriam sido constatadas fraudes e direcionamento de licitações. Entre elas, clínicas e laboratórios particulares que pertencem aos próprios diretores da Famar e que foram contratados em vez de equipar o complexo com esses serviços.

Os nomes desses diretores não foram divulgados, mas as áreas que teriam irregularidades são: oftalmologia, radioterapia, quimioterapia e até nefrologia, bem como próteses e orteses.

DEFESA - Alegando que todos as contas são "auditadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo" e que os contratos firmados com terceiros "são de longa data, realizados na observância rigorosa das Leis e regulamentos que regem o processo", a direção da FAMEMA/FAMAR divulgou nota oficial em resposta à operação realizada nesta semana pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República. Veja qual o teor dessa defesa, clique AQUI

 






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