A morte do cãozinho Revoada, da raça American Bully, continua cercada de mistério e revolta em Garça. Quase três meses após o animal ser encontrado morto em circunstâncias de extrema violência, a Polícia Civil informou que o inquérito ainda está em andamento e que novas análises de imagens e documentos são aguardadas antes da conclusão da investigação.
O caso ocorreu no dia 18 de abril, no bairro Labienópolis. "Revoada" foi encontrado com o pescoço quebrado e quase degolado, situação que causou grande comoção entre moradores e defensores da causa animal. Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi a ausência de vestígios de sangue no local onde o corpo foi encontrado, levantando dúvidas sobre a dinâmica do crime.
No início das investigações, o ex-companheiro da irmã da tutora do animal chegou a ser apontado como principal suspeito. A Polícia Civil chegou a representar pela prisão preventiva. Mas, o pedido foi negado pela Justiça por entender que não estavam presentes os requisitos legais para a medida.
O caso também ganhou novos desdobramentos após o ativista da causa animal mariliense, Gabriel Fernando, pedir para que outra pessoa também fosse investigada, diante de elementos que, segundo ele, mereciam apuração. Até o momento, porém, não há confirmação pública de indiciamentos.
Outro lado
Em nota, a Polícia Civil informou que o inquérito também apura denúncias de violência doméstica relacionadas ao caso e esclareceu que ainda não é possível concluir, de forma definitiva, a existência do crime contra o animal nem apontar a autoria. Segundo a corporação, a investigação depende da análise de imagens e de outros documentos que ainda estão sendo produzidos.
A repercussão do caso mobilizou moradores e entidades de proteção animal, que seguem cobrando uma resposta das autoridades. O episódio é mais um entre os recentes casos de violência contra animais registrados na região e reforça o debate sobre a necessidade de responsabilização dos autores de crimes de maus-tratos e crueldade.
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