Protesto pede justiça após mortes cruéis de cão e gata em Garça. Ativista pede nova prisão de um dos envolvidos

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"Eles não podem falar. Nós podemos. Nós vamos fazer justiça", é o slogan da manifestação

Moradores e defensores da causa animal estão organizando uma manifestação em Garça para cobrar justiça após dois casos de extrema crueldade contra animais registrados na cidade em menos de 30 dias.

Com o tema "Justiça por Charlotte e Revoada", em referência aos nomes dos animais vítimas da violência, o protesto está marcado para o próximo dia 6 de junho (sábado), a partir das 13h, em frente à Câmara Municipal de Garça.

O movimento surgiu após a forte repercussão de dois casos que causaram revolta na população.

O primeiro ocorreu no dia 28 de abril, quando um cão da raça American Bully (o "Revoada") foi encontrado morto em uma residência no bairro Labienópolis (foto). O animal apresentava graves ferimentos na região do pescoço. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil.

Mais uma crueldade

Já o segundo episódio aconteceu no dia 16 maio e ganhou repercussão estadual. Um jovem de 21 anos (foto) foi preso em flagrante suspeito de matar e queimar uma gatinha (a "Charlote") que pertencia à um comerciante e sempre ficava no estabelecimento dele, localizado próximo da cena do crime.

A identificação ocorreu por meio de imagens de câmeras de segurança. Apesar da prisão, o rapaz acabou sendo colocado em liberdade após audiência de custódia, decisão que gerou indignação entre protetores dos animais e moradores.

A mobilização ganhou ainda mais força após o ativista animal Gabriel Fernando encaminhar representação ao Ministério Público solicitando a reavaliação da liberdade provisória concedida ao investigado.

No documento, ele relata denúncias de possível descumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça. Na prática, isso significaria que ele teria de voltar para a prisão.

Motivo do protesto

Os organizadores afirmam que o objetivo da manifestação é chamar a atenção para a necessidade de punição dos responsáveis por crimes contra animais e reforçar a importância do combate aos maus-tratos.

Nas redes sociais, a frase escolhida para simbolizar o ato resume o sentimento dos participantes: "Eles não podem falar. Nós podemos. Nós vamos fazer justiça."






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