Associação Comercial acionará seu departamento jurídico para identificar responsáveis por mensagens contra empresas que supostamente apoiaram o candidato do PT.
A Associação Comercial e de Inovação de Marília (ACIM) pretende identificar os responsáveis pela divulgação de listas que incentivam o boicote a estabelecimentos comerciais cujos proprietários supostamente apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reeleito no último domingo (25).
O presidente da entidade, Carlos Francisco Bitencourt Jorge, informou que está acionando o departamento jurídico para avaliar medidas de rastreamento das mensagens que circulam principalmente pelo WhatsApp.
“Na internet tudo pode ser rastreado”, afirmou o dirigente, que relata ter recebido reclamações de empresas incluídas nas chamadas listas de boicote.
Segundo ele, a ACIM já reúne informações sobre pessoas que estariam compartilhando o material e pretende colaborar com uma eventual investigação policial.
“Criar listas imaginárias por achar que essa ou aquela empresa tem uma tendência política chega a ser de uma ignorância enorme”, criticou.
Movimento regional
A polêmica começou em Assis e chegou a Marília, onde uma relação com 48 empresas e profissionais passou a circular nas redes sociais. A iniciativa também foi criticada pela OAB, que defendeu o respeito à liberdade de pensamento e de escolha política.
A ACIM alerta que a divulgação de informações falsas ou ofensivas pode gerar responsabilização judicial, conforme o conteúdo e as circunstâncias de cada mensagem.
“Não é brincadeira e, se for preciso, iremos até as últimas consequências”, declarou o presidente.
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