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Informações de Marília e região

- Marília/SP

Postado em 28/05/2020 às 16:33

Sindicado faz movimento pela reabertura total do comércio em Marília

  • O Sincomercio defende a reabertura total do comércio.

Em meio a polêmica criada pelo governador João Doria, ao prejudicar a região de Marília, nas chamadas fases de flexibilização da quarentena, o Sindicato do Comércio Varejista de Marília iniciou nesta quinta-feira um movimento para reabertura total do comércio local a partir da próxima segunda-feira, dia 1º de junho.

O presidente do sindicato, Pedro Pavão, espera que o prefeito Daniel Alonso sancione a lei de regulamentação geral das atividades econômicas.

O manifesto está sendo encaminhado à todas as lideranças, empresários e entidades "para uma onda de pressão pública pela reabertura de todos os setores da economia com flexibilização da quarentena", informa o Sincomercio.

O presidente da entidade, Pedro Pavão, ressalta que a primeira medida a ser tomada deve ser do prefeito Daniel Alonso, que precisa sancionar a lei de regulamentação geral de atividades econômicas aprovadas pela Câmara de Marília na terça-feira.

A lei define bases para funcionamento de comércio, serviços e indústrias com diversas regras de prevenção e controle de higienização nas empresas.

A lei dá para a Prefeitura de Marília os mecanismos que a cidade precisa para funcionar de forma técnica, organizada e responsável, fora do jogo político em que foi transformada a quarentena no Estado de São Paulo”, afirma Pedro Pavão.

Confira o manifesto:

“Respeitem Marília

A exclusão de Marília entre os melhores cenários da flexibilização da quarentena em meio à epidemia do coronavírus é uma agressão e não pode ficar sem resposta.

A cidade e a região têm índices e medidas de controle que comprovam o baixo impacto da epidemia. Isso foi ignorado enquanto acumulamos um rombo econômico.

As manifestações técnicas do Ministério de Saúde dão a Marília todas as condições para ter abertura muito maior das atividades econômicas.

O projeto de lei 44/2020, aprovado pela Câmara de Marília na terça-feira (dia 26 de maio), dá à cidade critérios técnicos, legais e sanitários para reabertura ampla. Mas segue engavetado no gabinete do prefeito Daniel Alonso esperando ser sancionado para se tornar lei.

Não é só um problema do comércio. É uma crise de toda a cidade e toda a região.

A flexibilização diferenciada vai deixar Marília ilhada entre regiões de maior expansão. Estamos sem condições de reagir e retomar capacidade geral de crescimento, o que é uma ameaça inclusive para serviços médicos e de fiscalização.

Essa conta será impagável.

Cobre do prefeito. Cobre do governador. Obre do deputado Vinícius Camarinha e de outros parlamentares, em nível estadual e federal, que usam a cidade a regional como base de exploração política.

Marília e região acumulam situações históricas de marginalização política e econômica. São décadas de descaso do governo estadual.

Subfinanciamento do Complexo Famema; perda de comandos da segurança pública enquanto a região vê brotar situações de riscos, como novos presídios; exclusão de grandes projetos de infraestrutura, como extensão da rodovia Castello Branco; exclusão na retomada da ferrovia ou a projeção de uma das maiores malhas de pedágios em rodovias, são alguns dos muitos casos.

Tudo isso atrasa a economia, prejudica a qualidade de vida, reduz capacidade de atendimento em saúde, em serviços. Paramos no tempo.

A marginalização no programa de flexibilização da quarentena é a cereja no bolo do descaso.

E não dá mais para engolir calado.

É hora de todos reagirem juntos.

Sindicato do Comércio Varejista de Marília e Região

Pedro Pavão – presidente”

 

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