DIG procura mais dois menores envolvidos na morte de empresário em Marília

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Jair Viveiros foi morto a facadas em casa, levado no próprio carro pelos criminosos e teve corpo queimado em outro local. Latrocínio e homicídio são as causas investigadas.

Vítima estava em casa com os três adolescentes quando foi morta a facadas. Depois, teve o corpo enrolado num cobertor, levado no próprio carro (já sem vida) até à zona rural em Vera Cruz, onde foi queimado. Depois, os menores abandonaram o carro em outro local e tentaram seguir "vida normal".
 
Esta cena, típica de filme policial, foi registrada neste fim de semana de carnaval em Marília e teve como vítima o empresário Jair Viveiros, de 53 anos, dono de uma famosa boate na cidade. O corpo dele foi localizado ontem à tarde, conforme o Visão Notícias divulgou em primeira mão.

O crime, que revoltou a cidade, foi esclarecido pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que conseguiu apreender um dos adolescentes (de 16 anos) que confessou o crime, e agora tenta localizar os outros dois menores envolvidos, de 15 e 16 anos.

MOTIVOS - O delegado Valdir Tramontini disse nesta segunda-feira (04) que existem duas hipóteses da morte: latrocínio e homicídio. A primeira, porque objetos da casa foram encontrados no carro da vítima (abandonado no bairro Parque das Vivendas).

Mas pode ter sido homicídio também. O depoimento do menor apreendido está sendo mantido em sigilo já que a DIG pretende confrontar a versão dele com a dos outros dois envolvidos quando foram localizados.

COMO FOI

A DIG apurou que o empresário estava no sábado à tarde com os três adolescentes em sua casa e, por motivos que ainda estão sendo apurados, em determinado momento acabou sendo esfaqueado no pescoço, tórax e abdomen.

Por esse motivo que vizinhos começaram a ouvir pedidos de socorro. Quando a polícia chegou, haviam marcas de sangue, o que já aumentava a hipótese de ter sido uma cena de homicídio.

Após ser morto, os menores colocaram o corpo da vítima no porta malas do próprio carro e também levaram alguns objetos da residência até com a hipótese de simular um possível latrocínio (roubo seguido de morte). 

Rodaram com a vítima até a zona rural de Vera Cruz, andando por cerca de três quilômetros. Em seguida, resolveram queimar o corpo, como forma de dificultar a identificação. Em seguida, retornaram com o veículo até ao Parque das Vivendas, onde foi localizado pela DIG e PM.

O delegado Valdir Tramoniti (foto) preferiu não dar muitos detalhes sobre como a DIG chegou até aos adolescentes, mas admitiu que imagens das câmeras de segurança ajudaram na investigação. 

O menor de 16 anos foi apreendido em casa e confessou o crime, As roupas dele, sujas de sangue, foram apreendidas. Após prestar depoimento, ele foi encaminhado à cadeia de São Pedro do Turvo. A justiça decretou custódia dos outros dois envolvidos que agora estão sendo procurados. 

SEM VELÓRIO - O Serviço Funerário informou nesta manhã que o corpo do empresário já foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) e está no necrotério municipal. A pedido da família, não haverá velório e o horário do sepultamento ainda não foi definido (será no cemitério da Saudade).





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