A Prefeitura de Marília está tentando na justiça retomar uma área de 8 mil metros quadrados, no Distrito Industrial (zona Norte), que foi doada há mais de 12 anos à
OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e que permanece abandonada. Hoje, serve de pasto para vacas e cavalos, além de depósito para caçambas e furgões de empresas particulares. O Município ganhou a ação em primeira instância, mas a entidade recorreu. A OAB até aceita devolver o imóvel desde que a Prefeitura encontre uma nova área para construir sua sede social.
Nesta tarde, furgões, caçambas e lixo na área.
O terreno foi doado à OAB no dia 29 de março de 2005, no momento em que a Prefeitura estava anexando duas áreas ao distrito industrial Santo Barion. A entidade teria dois anos para construção e início das atividades previstas (área de lazer, como sede social) e ao mesmo tempo teria que permitir a utilização das dependências (pelo município) sem custos para o município.
Mas, passados 12 anos a única coisa que a OAB fez foi cercar a área. O mato tomou conta da área e moradores de um condomínio residencial existente aos fundos denunciam que o local foi usado por criminosos para invadir residências. O problema só foi resolvido depois da construção de um muro em toda a extensão (pelo empreendimento).
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Neste fim de semana animais eram mantidos no local. Hoje, já não estavam mais na área.
BRIGA NA JUSTIÇA - Como a entidade não cumpriu o que determina a legislação, a Prefeitura entrou com uma ação judicial e sete sentença favorável em primeira instância, mas a OAB recorreu e o caso está sob análise no Tribunal de Justiça.
Cassinho defende devolução amigável da área.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Cássio Luiz Pinto Junior (Cassinho), lembra que a doação foi feita em administração passada e lamentou que, diante disso, não foi possível até hoje a utilização para o objetivo principal: expansão do distrito industrial, com geração de mais empregos e renda. Ele informou que tentou uma reunião com o atual presidente da entidade, Marlúcio Bonfim Trindade, para discutir uma saída diplomática, mas não conseguiu.
Cássio observou que mesmo assim busca uma saída, mas não tem como aceitar um pedido da OAB: que a Prefeitura encontre uma nova área para construção da sede social como condição de uma devolução amigável. "Nós temos interesse em tentar uma área, mas uma coisa independe da outra", observou.
NOTA OFICIAL - A Ordem dos Advogados do Brasil emitiu uma nota oficial e chegou a informar (por meio de
sua assessoria de imprensa) de que a área já tinha sido desocupada entre domingo e segunda-feira.
Presidente da OAB, Marlúcio Trindade.
Mas, nesta tarde a reportagem do Visão Notícias retornou ao local e constatou que quase nada mudou. Apenas os animais foram retirados. Furgões, caçambas e o lixo permanecem ali. O curioso é que a placa que informava ser a entidade dona da área não está mais no local.
A assessoria "atualizou" há pouco a informação dizendo que a OAB notificou os responsáveis para que desocupem o imóvel, já que houve "invasão" (utilização não teria autorização da entidade). A limpeza deverá ser feita "nos próximos dias".
Veja a nota oficial:
1 - A doação da área localizada no Distrito Industrial foi feita diretamente para a OAB SECCIONAL SÃO PAULO, três ou quatro gestões passadas, para construção de sede social.
2 - A questão da retomada da área está sub Júdice.
3 - A OAB Marília protocolizou na Prefeitura pedido de doação de nova área para que seja feita devolução amigável do terreno em questão por estar localizado em zona industrial imprópria ao recreio. A entidade aguarda parecer favorável da Prefeitura.
4 – A entidade, evidentemente, não tinha conhecimento da utilização clandestina por invasores e foi surpreendida ao ser informada por este veículo de comunicação. Trata-se de um terreno sem edificações onde é quase impossível a fiscalização diária.
5 – Assim que foi informada sobre a invasão, a entidade notificou os invasores para que o local seja imediatamente desocupado. Agora, sabendo da situação, tomará as medidas cabíveis.
NOTA DA SASAZAKI - A assessoria de imprensa da indústria Sasazaki divulgou nesta tarde (26) uma nota oficial sobre o motivo de um dos furgões com a logomarca da empresa aparecer na área da OAB, conforme aparece na reportagem da TV VISÃO.
Confira a nota:
"A Sasazaki, tradicional fabricante de esquadrias de aço e alumínio, tomou conhecimento da matéria publicada no jornal Visão Notícias, intitulada “Prefeitura tenta retomar, na justiça, área abandonada pela OAB” – .
A reportagem mostra um baú que pertence à Sasazaki, mas que, atualmente, está sob responsabilidade de um fornecedor que foi contratado para retirar, pintar e vender o mesmo.
A Sasazaki, por meio de seu Departamento de Logística, entrou em contato com os dirigentes da empresa e a mesma providenciou a retirada do baú do terreno.
Somos uma empresa com mais de 70 anos de mercado, que atua com seriedade, honestidade e transparência e, por isso, nos sentimos na responsabilidade de informá-lo sobre este ocorrido".
Veja a reportagem da TV Visão
Matéria atualizada às 15h50 (26/06)
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