O que era para ser mais um dia comum terminou em ação rápida, colocar em prática o aprendizado, alívio, emoção e gratidão na zona sul de Marília. Um bebê de apenas 30 dias de vida escapou de uma tragédia graças à ação rápida do voluntário Júlio César de Aguiar Gonzaga, integrante do C.O.R.S (Comando Operacional de Resgate e Salvamento).
O pequeno Isaque Gael havia acabado de chegar em casa, no bairro Nova Marília, após receber alta hospitalar. Durante a amamentação, porém, se engasgou com leite e parou de respirar. Em desespero, a mãe gritou por socorro — um pedido que ecoou pela rua e mudou o rumo da história.
Júlio, de 44 anos, que trabalha no SAEE de Pompeia, estava em frente de casa, ouviu os gritos e correu imediatamente. Ao entrar na residência, se deparou com a cena que nenhum pai ou mãe quer ver: o bebê já arroxeado, sem reação.
Manobras de desengasgo
Sem hesitar, ele pegou a criança nos braços e iniciou as manobras de desengasgo que aprendeu como voluntário do grupo mariliense. Cada segundo parecia eterno. Júlio conta emocionado:
“Na terceira tentativa, ele soltou o leite e voltou a respirar… e logo depois deu um sorriso. Aquilo foi sem palavras”.
O SAMU foi acionado e chegou rapidamente, levando o bebê ao hospital por precaução. Horas depois, veio a melhor notícia: Isaque Gael estava bem e pôde voltar para casa.
Quando ajudar é um chamado
A atitude de Júlio vai além de um ato de coragem — é reflexo de um propósito. Integrante do C.O.R.S, grupo voluntário de Marília que atua em resgates e ações sociais, ele mostrou que estar preparado pode fazer toda a diferença:
“Ajudar pessoas é tudo. Eu faço isso com amor”.
E foi esse amor, somado ao preparo, que transformou um momento de desespero em um final feliz — e deu a um bebê de apenas 30 dias a chance de continuar sua história.
Como fazer parte do C.O.R.S?

Voltado a desenvolver atividades voluntárias relacionadas ao socorro, resgate e proteção à população, o CORS é formado pelos membros do então Sicoe (Sistema Integrado de Comandos e Operações em Emergência) e procura manter os mesmos objetivos. Júlio, por exemplo, está no grupo há quatro anos e atualmente é monitor.
Qualquer pessoa pode ser voluntário do grupo, inclusive crianças e jovens. Basta ter vontade de ajudar o próximo e gostar de natureza, pois as principais atividades são realizadas em matas, já que fazemos buscas em locais de difícil acesso. Mais informações sobre o grupo pelo telefone (14) 99105-5338 (WhatsApp).
Envie-nos sugestões de matérias: (14) 99688-7288







