Volta de avião para apenas nove passageiros gera críticas e reacende debate sobre Aeroporto de Marília

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A retomada de operações com aviões comerciais de pequeno porte no Aeroporto Estadual Frank Miloye Milenkovich, em Marília, reacendeu a discussão sobre o futuro da estrutura aeroportuária da cidade. Embora a ampliação da oferta de voos seja considerada positiva, o uso de uma aeronave com capacidade para apenas nove passageiros vem sendo criticado por lideranças marilienses

A avaliação é de que Marília deveria avançar na atração de novas linhas aéreas, mas com aeronaves de maior capacidade. Atualmente, o aeroporto já recebe aviões do modelo ATR, capazes de transportar cerca de 70 passageiros.

A aeronave utilizada na nova operação comporta somente nove passageiros e não possui banheiro nem serviço de bordo. Para ele, a situação contrasta com o avanço observado em aeroportos de cidades de porte semelhante.

Debate sobre a reforma

A chegada da aeronave menor também voltou a colocar em discussão o projeto de modernização do Aeroporto de Marília. Os deputados Dani Alonso e capitão Augusto defendem a retomada de um projeto elaborado e aprovado nos anos 2000, considerado mais amplo do que a reforma prevista atualmente pela concessionária Rede Voa.

Segundo as informações apresentadas, o projeto anterior previa terminal aproximadamente três vezes maior, pátio quase seis vezes superior e estacionamento com 366 vagas.

A diferença também estaria na capacidade para receber aeronaves. Enquanto a estrutura atualmente prevista manteria como referência aviões do porte dos ATRs, com espaço limitado no pátio, o projeto antigo permitiria receber aeronaves maiores, incluindo modelos como o Boeing 737.

Estudos serão reavaliados

A discussão ganhou novo capítulo em junho, quando o Governo do Estado autorizou a reavaliação dos estudos técnicos e de viabilidade para uma ampliação maior do aeroporto, após pedido apresentado pelos deputados estadual Dani Alonso e  federal Capitão Augusto.

A intenção é avaliar uma estrutura que acompanhe não apenas a demanda atual, mas também o potencial de crescimento de Marília e da região nos próximos anos.

Aumentar a quantidade de voos é importante, mas o desenvolvimento da aviação regional deve vir acompanhado de investimentos que permitam a operação de aeronaves maiores e mais modernas.





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