A síndrome do olho seco (SOS) – um problema na produção ou na eficiência da lágrima – está mais associada às regiões urbanas, com cerca de 40% de prevalência, do que às regiões rurais, onde ocorre em 20% da população. A condição oftalmológica também é mais frequente entre as mulheres, atingindo mais de 35% delas. Os dados são de uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, publicada na revista Clinics.
O estudo avaliou as cidades de Ribeirão Preto e Cássia dos Coqueiros, que contam com aproximadamente 700 mil e 3 mil habitantes, respectivamente. Por meio de 600 visitas domiciliares aleatórias, os pesquisadores aplicaram o Questionário Breve de Doença do Olho Seco (DEDSQ) em voluntários com idades a partir dos 40 anos.
O que motivou o estudo foi a percepção de que boa parte dos pacientes buscava consultas com oftalmologistas motivada, sobretudo, por queixas que se enquadram nos sintomas de síndrome do olho seco. Entre elas estão: incômodos relacionados à ausência de lágrimas, irritação e sensação de areia nos olhos.
Em mulheres, os fatores de risco estão relacionados ao uso de antialérgicos, à dor pélvica crônica e à fibromialgia. Para os idosos, as motivações foram conectadas a diferentes fatores, porém o envelhecimento como possível causa foi significativo apenas na área urbana.
Principais causas da síndrome do olho seco:
- Diminuição da função das glândulas lacrimais e perda da água das lágrimas por causa do envelhecimento, de algumas doenças, do uso de certos medicamentos;
- Evaporação excessiva provocada por ar condicionado, vento, clima quente e seco, fumaça, etc.;
- Anormalidades ou infecções nas pálpebras.
Principais sintomas:
- Secura;
- Vermelhidão;
- Coceira;
- Ardor;
- Sensação de corpo estranho e de “areia”;
- Sensibilidade à luz;
- Dificuldade de movimentar as pálpebras e maior produção de muco em casos mais graves;
- Cansaço visual.
Tratamento
O tratamento é feito com a aplicação de lágrimas artificiais, ou seja, de lubrificantes oculares, sob a forma de colírio ou pomada.
Eles ajudam a aliviar os sintomas e, geralmente, não costumam ter efeitos adversos. É indispensável, porém, identificar e controlar as causas do distúrbio.
Prevenção:
- Fazer pausas em atividades de longa duração, que requerem concentração visual e que reduzem a frequência do piscar de olhos;
- Evitar ambientes com baixa umidade;
- Utilizar o computador num nível abaixo ao dos olhos;
- Proteger os olhos do vento e do sol;
- Evitar fumar e/ou frequentar ambientes com fumo.
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