Visual do Civic põe Honda em dilema: 'Quem gosta não pode pagar', diz presidente

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Vivendo o sucesso de modelos como HR-V e WR-V, a Honda enfrenta uma situação menos confortável com relação a outro símbolo da montadora, o Civic.

"Quem gosta não pode pagar", diz o presidente da montadora para a América do Sul, Issao Mizoguchi, sobre a nova geração do modelo.

A geração 10, lançada no Brasil em 2016, ousou com um design bem distante do "carro de tiozão", como alguns se referem aos sedãs. A cara mais esportiva deveria atrair jovens, e isso virou um problema no mercado brasileiro, onde os sedãs médios custam em torno de R$ 100 mil.

Com preços entre R$ 89,4 mil e R$ 124,9 mil, o sedã da Honda teve uma média de 2 mil emplacamentos por mês em 2017. A média mensal do líder Toyota Corolla, que vai de R$ 92,6 mil a até R$ 117,9 mil, foi de 5,5 mil unidades.

Em entrevista, Mizoguchi também foi realista ao responder se a crise já acabou para a indústria automotiva. "Eu acredito que tenha duas crises aí no meio", disse. A Honda é a única das 10 maiores marcas que vende tanto carro quando moto no Brasil. 

Enquanto praticamente não caiu no segmento dos automóveis, nas motos, a dona de 80% do mercado viu uma crise mais profunda. Hoje a fábrica de Manaus tem 5 mil funcionários, metade do que tinha "no auge", disse o executivo.

A situação na parte de carros também podia ter sido dramática, segundo ele, se a montadora tivesse "forçado a barra" para abrir a fábrica de Itirapina (SP) ainda durante a crise. O local está pronto - e fechado - desde 2015. E não vai ser inaugurado tão já.

Conforme informou o G1

 







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