Caminhada no fim de semana alertou para o problema e incentivar as denúncias. Proposta faz parte da campanha "Maio Laranja" do governo federal.
Violência contra crianças e adolescentes, independente do tipo de violação, tem que ser denunciada. Esse foi o alerta reforçado pelos participantes da caminhada “Faça Bonito”, realizada por voluntários, com participação do Conselho Tutelar de Marília, realizada no fim de semana.
A iniciativa foi do casal Mário Augusto Marassi e Crisley Martinez Marassi, da 3ª Igreja Presbiteriana Independente de Marília (pastor Marcos Kopeska). Eles foram apoiados por entidades e voluntários que atuam na defesa dos direitos e proteção da infância, além de cidadãos que aderiram espontaneamente.
A caminhada, realizada no sábado (18), percorreu as principais ruas de Marília e seguiu proposta do “Maio Laranja”, uma campanha do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

“A nossa luta é para que nossas crianças e adolescentes tenham uma infância saudável. Criança brinca, mas não é brinquedo”, afirma Mário. “Que elas aprendam a falar não, que elas entendam que seu corpo é um lugar onde ninguém pode tocar e se acontecer, que ela procure alguém de confiança e denuncie”, completa a esposa.
Informações do governo federal, em âmbito nacional, indicam que crianças e adolescentes foram as vítimas em mais de 76 mil denúncias, recebidas pelo Disque 100, em 2018.
CASOS EM MARÍLIA

Segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde, o número de casos mais que triplicou nos últimos quatro anos. Em 2014, a Vigilância Epidemiológica de Marília recebeu 45 notificações; no ano seguinte, o número oscilou para 42; em 2016 subiu para 83 casos e em 2017 fechou em 161. Já em 2018 foram 157 registros.
Mesmo com o aprimoramento das legislações e com o amplo acesso a informações, as violências persistem, segundo a representante do Conselho Tutelar, Vanessa Izidio Teodoro, tanto de forma física ou ainda no plano psicológico, com inúmeros prejuízos à saúde e sociabilidade.
Denúncias também podem ser feitas (além do disque 100) diretamente ao Conselho Tutelar de Marília, pelo telefone 3413-3877. De acordo com o caso (flagrante), a Polícia Militar pode ser acionada (190). Não é necessário que o autor da denúncia identifique-se.
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