Aumento será linear. Governo vai acabar com soldado de 2ª classe da PM.
O governador Tarcísio de Freitas enviou à Assembleia Legislativa projetos de lei que reúnem reajuste salarial e novos planos de carreira para as polícias paulistas. A proposta é de aumento linear de 10% nos salários das Polícias Civil, Militar e Técnico-Científica, com regras que facilitam as promoções nos quadros de segurança. A lei começa a valer a partir da aprovação da Alesp e sanção pelo governador.
O pacote enviado à Assembleia vai além do aumento. São quatro projetos de lei, incluindo a reestruturação das carreiras das polícias Militar, Civil e Científica. Na PM, a proposta prevê o fim da graduação de soldado de segunda classe e mudanças no fluxo de promoções.
A medida vai abranger 10,6 mil soldados, sendo 80% deles promovidos imediatamente, outros 12% até julho e 8% até dezembro.
Para os demais postos e graduações, os efeitos práticos de promoção e as janelas de ascensão na carreira começam ainda em 2026, a partir da regulamentação do quadro de vagas.
Polícia Civil
Já para a Polícia Civil, a proposta aperfeiçoa o modelo atual, que combinava antiguidade e merecimento, ao reforçar parâmetros objetivos para a evolução funcional. As promoções para todas as carreiras passam a considerar requisitos como tempo de serviço, avaliação de desempenho mais criteriosa, conclusão de curso de aperfeiçoamento e ausência de penalidades disciplinares.
A partir de 2027, serão seis anos na progressão da 3ª para a 2ª classe, 12 anos de progressão para a 1ª classe e 18 anos no avanço para a classe especial, sem limitação de vagas. Antes se esperava até mais de 30 anos para chegar à classe especial. O impacto financeiro mensal é estimado em R$ 3,6 milhões.
Reajustes concedidos
Segundo o governo, durante a atual gestão, o reajuste médio acumulado para todas as carreiras policiais já alcança 35%, ou seja, cerca de 21 pontos percentuais acima da inflação registrada entre 2023 e 2025, período em que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, somou aproximadamente 14%. A atual gestão também incorporou ao orçamento o aumento concedido em 2022, elevando o impacto total para cerca de 55%.
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