Uma comitiva de lideranças rurais de Marília e região estive hoje (25) na Prefeitura para marcar uma audiência com o prefeito Vinicius Camarinha. O objetivo é mostrar
que a "vaquejada" é uma tradição e um esporte. No caso específico da cidade, por exemplo, além da proibição dos rodeios, também afetam outras provas equestres. A audiência ainda será marcada pela assessoria.
Lideranças reunidas com o vereador eleito, José Carlos Albuquerque.
Hoje, eles entregaram um requerimento ao chefe do Executivo mariliense solicitando essa audiência para expor mais detalhes dessa reivindicação. Eles também conversaram com o vereador eleito, José Carlos Albuquerque, que já se manifestou favorável e vai defender projeto na Câmara que possa regulamentar os esportes equestres, como as provas do laço e do tambor. As lideranças defendem também a volta dos rodeios por entender que não há maus tratos aos animais.
A iniciativa em Marília faz parte das manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil pela liberação da prática da vaquejada em todo o Brasil. Hoje também houve um um protesto na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Vaqueiros de todo o pais levaram cavalos para o gramado central e protestaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que tornou a inconstitucional lei cearense que regulamentava a prática naquele Estado.
TRADIÇÃO - A vaquejada é uma tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo dentro de uma área estabelecida e marcada por cal. Segundo as regras do esporte, a derrubada só é considerada válida se o boi cair, ficar com as 4 patas para cima e se estiver na área delimitada. Dependendo do local da queda, pontos são somados ou não a dupla.
No dia 06 deste mês, o STF derrubou uma lei no Ceará que legalizava a prática. Os ministros consideraram que a atividade é inconstitucional e que impõe sofrimento ao animal.
A Associação Brasileira de Vaquejada (ABVQ), por sua vez, argumenta que a decisão do STF "não acompanhou a evolução e adaptação do esporte", que já não causaria mais sofrimentos ao animal. Eles também defendem os empregos que a modalidade gera.
O regulamento de bem-estar animal da ABVQ prevê que cavalos e gados que participam das competições não passem fome nem sede, que tenham situações de estresse, medo e ansiedade minimizadas e que tenham áreas adequadas para descanso, por exemplo.
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