A divulgação sobre o uso de caneta emagrecedora, por parte de uma enfermeira da Santa Casa de Misericórdia de Santa Cruz do Rio Pardo, na região de Ourinhos, virou caso de polícia. A profissional se sentiu ofendida e ameaçada. Por isso, ela acionou a Polícia Militar.
Pelo que foi apurado a enfermeira envolvida teria feito uso da caneta emagrecedora, o que surtiu efeito rápido. Cada elogio que recebia vinha acompanhado de uma curiosidade. Todos queriam saber onde a profissional havia adquirido a caneta emagrecedora.
Ela então passou a intermediar a venda do produto junto a seu contato em Ourinhos (onde adquiriu o medicamento).
Um médico da Santa Casa ficou sabendo das encomendas e acionou a direção do hospital, que, por sua vez, decidiu proibir esse tipo de negócio dentro da entidade.
A enfermeira se sentiu ofendida e ameaçada, o que a motivou chamar a Polícia Militar. A diretoria da Santa Casa ainda não se manifestou sobre o caso. Informações: Diário Cidadão.
- O que são canetas emagrecedoras?
São medicamentos injetáveis que imitam hormônios intestinais, agindo no cérebro para reduzir o apetite e aumentar a saciedade, além de atrasar o esvaziamento do estômago, resultando em perda de peso. As canetas emagrecedoras foram inicialmente desenvolvidas para diabetes tipo 2 e aprovadas para obesidade, porém exigem prescrição e acompanhamento médico para uso seguro e eficaz.
- Elas são proibidas?
A Anvisa proibiu a fabricação, importação, venda e uso de diversas marcas de "canetas emagrecedoras" sem registro no Brasil, devido à comercialização irregular e falta de avaliação de segurança, proibindo inclusive a importação para uso pessoal dessas substâncias específicas, protegendo a população de riscos como contaminação e efeitos adversos graves.
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