Tráfico de drogas: Polícia Civil faz operação para prender quadrilha

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A Polícia Civil do Paraná prendeu 42 pessoas durante uma operação que apurou a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. As ações ocorreram simultaneamente no Paraná, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e São Paulo na manhã desta terça-feira.

Ourinhos foi um dos alvos da operação que mobilizou mais de 350 policiais. A missão foi cumprir os mandados, combater a lavagem de dinheiro e promover a descapitalização da organização investigada. A ação contou com o apoio das polícias militares de São Paulo e Santa Catarina e da Polícia Federal. No Estado de São Paulo, as demais cidades dessa operação foram Hortolândia e a capital paulista.

Entre os presos, 36 foram capturados em cumprimento a mandados de prisão e outros seis foram autuados em flagrante por crimes como tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

Os policiais também cumpriram 48 ordens de busca que resultaram na apreensão de diversas armas, porções de drogas, documentos e celulares, que serão periciados para subsidiar novas fases da investigação. Além dos ilícitos, foram apreendidos R$ 700 mil em dinheiro.

Ainda, foram cumpridas ordens de bloqueio de contas bancárias e de sequestro de 15 veículos de luxo avaliados em R$ 2,5 milhões e de quatro imóveis ligados aos investigados. As medidas têm como objetivo enfraquecer financeiramente a organização e interromper as conexões que sustentam sua estrutura criminosa.

Movimentação de drogas

O grupo atuava trazendo drogas da fronteira do Brasil com o Paraguai e do Paraná com outros estados, como o Mato Grosso do Sul. A partir disso, fazia a distribuição no Norte e no Norte Pioneiro do Estado.

As apurações também indicam que o grupo movimentou aproximadamente R$ 120 milhões desde 2021, cifra que demonstra a capacidade de infiltração e o nível de organização alcançado pela rede criminosa. 
Os valores foram movimentados entre pessoas e entre empresas e também na aquisição de bens, como imóveis e veículos, a fim de ocultar a sua origem.

A investigação teve início em abril de 2024, em Jacarezinho, no Norte do Estado. Em junho do mesmo ano, foram presos dois homens apontados como líderes do grupo. Eles foram capturados em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, e os aparelhos apreendidos foram submetidos a perícia.

 





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