A derrota do Brasil para a Noruega por 2 a 1, no domingo, pela Copa do Mundo de 2026, adiou mais uma vez o sonho do Hexacampeonato e abriu um novo capítulo de frustração para a Seleção Brasileira. Com a eliminação, o país terá que esperar até 2030 para tentar voltar ao topo do futebol mundial, completando o maior período sem títulos de Copa do Mundo de sua história.
O resultado teve um personagem central: Haaland. O atacante norueguês marcou os dois gols da vitória, aos 34 e aos 44 minutos do segundo tempo, transformando-se no carrasco brasileiro e colocando fim à caminhada da Seleção no mata-mata.
A dor da eliminação, porém, também trouxe à memória outro período de longa espera vivido pelo futebol brasileiro. Em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil encerrou um jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa do Mundo. Desde o Tri, em 1970, o país acumulava frustrações, eliminações dolorosas e gerações talentosas que ficaram pelo caminho.
Agora vamos ter que esperar 30 anos. Mas, como diz o poeta "o sonho não acabou..." (está só adiado!!!). E a série "Torcida Campeã" do Visão Notícias continua!
De 1970 a 1994: uma espera que parecia não ter fim
Depois da conquista histórica no México, em 1970, o Brasil entrou em um longo período sem títulos mundiais. Vieram as Copas de 1974, 1978, 1982, 1986 e 1990. Em algumas, a Seleção encantou. Em outras, decepcionou. Mas o troféu não voltou.
A Copa de 1982, especialmente, ficou marcada como uma das maiores frustrações da história. A equipe comandada por Telê Santana, com jogadores como Zico, Sócrates, Falcão e companhia, encantou o mundo, mas caiu diante da Itália. Em 1986, nova queda. Em 1990, mais uma eliminação amarga.
Quando chegou a Copa de 1994, o Brasil já carregava uma pressão enorme. Eram 24 anos de espera. Uma geração inteira havia crescido sem ver a Seleção ser campeã do mundo.
O Tetra e o fim da angústia
Depois do fracasso na Itália, nos Estados Unidos, o Brasil encontrou um caminho diferente. A equipe comandada por Carlos Alberto Parreira não foi lembrada apenas pelo espetáculo, mas pela força coletiva, pela organização e pela eficiência.
Se em 1982 o brilho era coletivo, em 1994 ele tinha dois protagonistas. Romário viveu uma das maiores atuações individuais da história das Copas. Ao lado de Bebeto, comandou praticamente toda a campanha brasileira. Foram gols decisivos, assistências e liderança técnica. A dupla tornou-se símbolo daquela conquista.
A primeira final decidida nos pênaltis. No dia 17 de julho de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, Brasil e Itália empataram por 0 a 0. Pela primeira vez uma decisão de Copa do Mundo seria resolvida nas penalidades.
Taffarel fez defesa importante. Roberto Baggio isolou a última cobrança italiana. O país, enfim, voltava a comemorar uma Copa do Mundo. Era o fim de uma espera de 24 anos.

Muito mais que um título
O tetracampeonato representou muito mais do que levantar uma taça. Foi o encerramento de um ciclo iniciado justamente com a decepção de 1982.
O futebol brasileiro mostrou que era possível unir talento, organização e competitividade. A Seleção voltava a vencer. E preparava o caminho para a geração que conquistaria o pentacampeonato oito anos depois.
Agora, o jejum do Hexa chega a 30 anos
A eliminação para a Noruega muda o tamanho da espera atual. Desde o Penta, conquistado em 2002, o Brasil não voltou a levantar a taça. Com a queda em 2026, o sonho fica para 2030.
Se isso acontecer, serão 28 anos desde o último título. Mas, na prática, a Seleção chegará à próxima Copa carregando a marca simbólica de quase três décadas de frustrações, cobranças e tentativas de reconstrução.
A comparação com 1994 se torna inevitável. Naquele ano, o Brasil conseguiu encerrar um jejum que parecia pesado demais. Agora, a nova geração terá a missão de fazer o mesmo.

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