Uma situação incomum marcou um julgamento realizado no Tribunal do Júri de Marília. Uma testemunha protegida acabou presa em flagrante durante a sessão, acusada de prestar falso testemunho em plenário.
O caso ocorreu durante o júri popular que condenou um auxiliar geral de 38 anos a mais de 23 anos de prisão pelo assassinato de um jovem de 19 anos, crime ocorrido em 2023, em uma chácara no distrito de Padre Nóbrega.
Segundo o registro policial, o homem preso atuava como testemunha compromissada no julgamento e teria faltado com a verdade durante o depoimento prestado aos jurados. Diante da situação, o promotor responsável pelo caso deu voz de prisão em flagrante pelo crime de falso testemunho majorado.
O julgamento ocorreu sob sigilo parcial e sem presença de público justamente em razão da existência de testemunha protegida no processo.
Após a prisão, o acusado foi encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Marília, onde teve o flagrante formalizado. Em depoimento, acompanhado de advogado, ele negou ter mentido e afirmou que apenas relatou os fatos “da forma correta”.
O crime de falso testemunho majorado, previsto no artigo 342 do Código Penal, pode resultar em pena de até quatro anos de prisão. No boletim de ocorrência não consta quais as afirmações da testemunha foram consideradas falsas pela justiça.
Condenação por homicídio
No mesmo julgamento, o réu foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu durante uma festa em uma chácara no distrito de Padre Nóbrega. A vítima foi morta com um tiro na cabeça.
Após mais de 12 horas de julgamento, os jurados acolheram as teses da acusação. A pena fixada pela Justiça foi de 23 anos e seis meses de prisão em regime fechado. A magistrada responsável pelo caso negou ao condenado o direito de recorrer em liberdade. Com informações: Jornal da Manhã.
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