Tabela SUS Paulista completa dois anos e soma R$ 9,7 bilhões em repasses aos hospitais, reduz filas e proporciona qualidade de vida à população

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Ao completar dois anos, a Tabela SUS Paulista consolidou um novo modelo de financiamento da saúde pública no estado. Nesse período, o Governo de São Paulo repassou cerca de R$ 9,7 bilhões a hospitais filantrópicos e Santas Casas, com pagamentos de até cinco vezes acima da tabela federal do SUS para determinados procedimentos.
 
O reforço nos repasses ampliou a capacidade de atendimento da rede pública, com mais leitos, exames, consultas e cirurgias, contribuindo para a redução das filas e a melhoria da assistência à população.
 
Criado pelo Governo de SP para enfrentar a defasagem histórica da tabela federal, o programa elevou a remuneração de procedimentos hospitalares e ambulatoriais, garantindo maior sustentabilidade financeira às instituições de saúde e fortalecendo a oferta de serviços em todo o estado.
 
Alguns exemplos
 
Ao realizar um parto, um hospital recebe R$ 443,40 do Ministério da Saúde, segundo a Tabela SUS nacional. O Governo de São Paulo complementa esse valor com a Tabela SUS Paulista e o hospital recebe R$ 2.217 pela realização do mesmo procedimento.
 
O aumento impacta diretamente na sustentabilidade financeira das unidades de saúde, resultando em mais atendimentos como cirurgias, consultas e internações. As cirurgias oncológicas, por exemplo, realizadas pela rede pública estadual, registraram um crescimento de 43% no comparativo entre 2022 e 2025.

O número de cirurgias de mama cresceu 30% em 2025 em todo o estado em relação a 2022, o que representa mais um reflexo positivo da adoção da Tabela SUS Paulista. No ano passado foram realizados 3.759 procedimentos, ante 2.881 no período anterior.
 
A Tabela SUS Paulista garantiu maior sustentabilidade financeira aos hospitais e permitiu a abertura e reativação de mais de 8 mil leitos em todo o estado. O reforço histórico nos investimentos também impulsionou a ampliação das cirurgias eletivas, aumentando o acesso da população aos procedimentos e contribuindo para a redução das filas na rede pública.
 
Em 2025, São Paulo registrou o maior volume de cirurgias eletivas da história do SUS paulista, com 1,3 milhão de procedimentos realizados. O número representa crescimento de 85,7% em relação a 2022, quando foram feitas cerca de 700 mil cirurgias.
 
O avanço é resultado da expansão da oferta de serviços, do fortalecimento da rede hospitalar e do novo modelo de financiamento implantado pela Tabela SUS Paulista.
 
Benefício aos hospitais e pacientes
 
Com esse reforço nos recursos, proporcionado pela Tabela SUS Paulista, os hospitais expandiram a capacidade assistencial, aumentaram internações e cirurgias e contribuíram para a redução de filas em diferentes regiões paulistas.

É o caso, por exemplo, do paciente como James Cesar dos Santos Ribeiro, de 53 anos, morador de Rancharia, no oeste paulista (a 120 km de Marília). Ele precisou passar por nova cirurgia após a recorrência de uma hérnia inguinal, que voltou a comprometer sua rotina e qualidade de vida.
 
A cirurgia foi realizada no Hospital e Maternidade de Rancharia, unidade que integra a rede contemplada pela Tabela SUS Paulista e que, em dois anos, recebeu R$ 15,5 milhões por meio do programa. O procedimento proporcionou a colocação de tela, técnica que reduz as chances de nova reincidência. James também destaca a rapidez no atendimento:
 
 “Eu não esperava, foi muito rápido mesmo. Eu estava com muita dor e, em questão de uma ou duas semanas, minha cirurgia foi marcada”.
 
Com mais de 8 mil leitos reativados, o Estado alcançou recorde de 3,5 milhões de cirurgias eletivas em três anos. Esse feito representa um marco na saúde pública, garantindo atendimento ágil e reduzindo significativamente as filas de espera no estado, ampliando os serviços e fortalecendo os hospitais.
 
Internações de alta complexidade
 
Já em relação às internações de alta complexidade, ocorreu um aumento de 37,9% no estado de São Paulo na comparação entre 2022 e 2025, graças a implantação da Tabela SUS Paulista, que repassa verbas para o sistema público de saúde.
 
Um dos procedimentos viabilizados pela Tabela SUS Paulista foi o da aposentada Roseli Pires Ferreira (foto), de 62 anos, que realizou uma operação urológica de correção de bexiga no Conderg Hospital Regional de Divinolândia que atende a população de 16 municípios da região da Serra da Mantiqueira. Ela enfatizou:
 
“[A iniciativa] é muito importante para a população. Aqui ficou ótimo. Às vezes me mandavam para fora da cidade, o que era muito difícil. É muito melhor operar perto de casa”
 
“Tínhamos uma dificuldade com a lista de espera, porque o recurso era muito apertado. Com a Tabela SUS Paulista, a gente conseguiu tirar vários pacientes da lista. Todo recurso foi convertido no aumento de procedimentos”, explica Cristiane Trevisam, superintendente do Conderg Hospital Regional de Divinolândia.

Confira mais informações no vídeo:


















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