Ele afirmou ter comprado os materiais pela internet e aprendido a montar o artefato por meio de vídeos online; vítima ficou ferida após explosão no portão de casa
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do atentado com uma bomba caseira que deixou um morador de 37 anos ferido, na manhã de quarta-feira (29), em Ibirarema, na região de Ourinhos. Preso em flagrante horas depois do crime, o principal suspeito confessou aos policiais que fabricou o artefato explosivo utilizando materiais adquiridos pela internet e que aprendeu a montá-lo por meio de vídeos disponíveis em uma plataforma online.
O atentado ocorreu quando o morador abriu o portão da residência. Ele sofreu ferimentos nas mãos, recebeu atendimento inicial no Pronto-Socorro de Ibirarema e, posteriormente, foi transferido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ourinhos.
Segundo a investigação, o homem, de 30 anos, também relatou que utilizou um dispositivo eletrônico de acionamento remoto para detonar o explosivo no momento em que a vítima abriu o portão da residência. A polícia ainda não divulgou se o suspeito informou qual a motivação do atentado.
Atentado foi planejado
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito foi identificado após a análise de imagens de câmeras de monitoramento instaladas nas proximidades da casa da vítima. As gravações mostraram o homem caminhando até o imóvel, retornando pouco depois e, em seguida, deixando o local em um veículo.
Ao ser localizado, ele autorizou o acesso às imagens do sistema de monitoramento de sua residência, que confirmaram sua presença na região do atentado.
Durante o depoimento, o investigado confessou que instalou o artefato no portão e permaneceu observando a movimentação à distância. Segundo seu relato, quando percebeu que o morador se aproximava para sair de casa, acionou o controle remoto, provocando a explosão.
GATE foi acionado
O suspeito indicou o local onde havia descartado a camiseta usada durante a ação e uma área de mata onde escondeu um recipiente contendo material explosivo. Por medida de segurança, a área foi isolada e o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) foi acionado para neutralizar o material restante.
As primeiras análises da perícia apontaram que a bomba possuía acionamento remoto e estava envolta por balotes de chumbo, aumentando significativamente o potencial de causar ferimentos graves. O suspeito foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio com emprego de explosivo e permaneceu preso à disposição da Justiça. A Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer a motivação do crime.
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