Uma ocorrência que começou com a investigação de um possível furto de celular, no interior de um ônibus, terminou na prisão de quatro bolivianos acusados de tráfico de drogas na noite deste sábado (14), em Assis. Além do tráfico, se tornou um problema social, uma vez que envolveu uma criança de cinco anos.
Por volta das 19h30, policiais rodoviários estaduais abordaram um ônibus que fazia o itinerário Corumbá–São Paulo, na base de Assis (rodovia Raposo Tavares - SP-270), após denúncia de um suposto furto de aparelho celular no interior do coletivo — fato que não se confirmou.
Muita droga!
Durante a fiscalização, duas passageiras apresentaram respostas desconexas, levantando suspeitas. Na busca pessoal, os policiais localizaram dois tabletes grandes de cocaína presos junto às costas das mulheres, em formato semelhante a placas de colete balístico (foto).

Na sequência, um casal que viajava com uma criança de cinco anos também foi submetido à revista. Com a mulher, os policiais encontraram 48 cápsulas de cocaína dentro da bolsa e outras 22 escondidas nas vestes íntimas. Já com o homem foram localizadas 51 cápsulas da droga, igualmente ocultas nas roupas. A droga está avaliada em aproximadamente R$ 30 mil.
Problema social

As quatro pessoas (sem antecedentes criminais) foram encaminhados à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Assis, onde foram autuados em flagrante e permaneceram presos à disposição da Justiça.
A prisão de estrangeiros por tráfico de drogas no Brasil, como é este caso que ocorreu em Assis, gera um problema social complexo e invisibilizado, colocando crianças e adolescentes (frequentemente nascidos no Brasil (brasileiros) ou estrangeiros em situação de vulnerabilidade) em risco extremo de desamparo, isolamento e violação de direitos.
O sistema brasileiro de assistência social busca identificar essas crianças para colocá-las sob cuidados temporários, mas a rede de suporte é frequentemente sobrecarregada. A legislação brasileira (ECA e Lei de Migração) assegura a proteção do núcleo familiar.
A lei permite, em alguns casos, que a mãe estrangeira responda em liberdade ou tenha benefícios para evitar a separação de filhos brasileiros. Recentemente, leis foram sancionadas para garantir atendimento médico e psicossocial para filhos de presos, visando mitigar traumas.
No caso de Assis, a criança que acompanhava o casal ficou sob os cuidados do Conselho Tutelar que agora tentará localizar outros familiares, na Bolívia.
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