Prejuízo passa de R$ 30 mil; vítimas afirmam que fizeram pagamentos extras durante negociações de imóveis e depois descobriram que os valores não eram necessários
O sonho da casa própria terminou em prejuízo para pelo menos duas pessoas em Marília, que registraram boletins de ocorrência na Polícia Civil, nas últimas horas, denunciando um corretor de imóveis por supostas fraudes durante negociações imobiliárias. Somados, os prejuízos ultrapassam R$ 30 mil.
Segundo os registros policiais, as vítimas afirmam que realizaram diversos pagamentos acreditando que seriam destinados à complementação do valor dos imóveis, despesas com documentação, pintura, serviços de engenharia e até honorários advocatícios. Posteriormente, porém, descobriram que parte dessas cobranças não teria fundamento. Os dois casos foram registrados na Polícia Civil como suposto crime de estelionato.
Operador de cobrança perdeu quase R$ 24 mil
Uma das vítimas, uma operadora de cobrança bancária de 37 anos, relatou que procurava um imóvel por intermédio de uma conhecida imobiliária da cidade, sendo atendido pelo corretor investigado.
Segundo o boletim de ocorrência, ele foi informado de que o financiamento aprovado pela Caixa Econômica Federal não seria suficiente para concluir a compra do imóvel e que seria necessário realizar pagamentos complementares.
Confiando nas orientações recebidas, efetuou quatro transferências via PIX entre dezembro de 2025 e abril deste ano, destinadas ao corretor e também a uma conta indicada em nome de um terceiro, totalizando R$ 23.850,00.
A vítima afirma que somente depois procurou esclarecimentos junto à imobiliária e à instituição financeira, quando foi informada de que o financiamento aprovado era suficiente para a aquisição do imóvel e que os pagamentos adicionais não eram necessários.
Ainda conforme o registro, ela tomou conhecimento de que outras pessoas também relataram situações semelhantes envolvendo o mesmo corretor.
Conhecido de infância
A segunda ocorrência foi registrada por um tatuador de 28 anos. Ele contou à polícia que conhecia o corretor desde a infância e iniciou negociações para comprar um imóvel avaliado em aproximadamente R$ 300 mil.
Durante o processo, afirma que foi orientado a realizar pagamentos que totalizaram R$ 6.400,00, sob a justificativa de custear pintura do imóvel, elaboração de declaração de Imposto de Renda para comprovação de renda e serviços de engenharia.
Segundo a vítima, posteriormente surgiram dúvidas sobre o andamento do financiamento. Ela afirma ainda que nunca assinou contrato de compra, mas tomou conhecimento da existência de uma suposta assinatura eletrônica vinculada a um endereço de e-mail que não lhe pertencia.
Toda a documentação, conversas e comprovantes de pagamento foram encaminhados ao departamento jurídico da imobiliária para análise.
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