O Sincomercio Marília e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apresentaram ao Governo do Estado um conjunto de propostas para minimizar os problemas causados pelas paralisações dos caminhoneiros em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.
As Entidades buscam reduzir o tempo de ajuste para que o País volte à normalidade. O varejo foi um dos setores mais prejudicados pela greve, com redução considerável do fluxo de pessoas nos centros comerciais e insegurança no consumido.
De acordo com as Entidades, em alguns centros comerciais houve queda de mais de 50% nas comercializações.
Os comércios varejista e atacadista comercializaram pouco nos últimos dias, entretanto, terão que cumprir suas obrigações, como aluguéis, impostos e, principalmente, folha de pagamentos. Caso o setor não tenha condições de seguir com tais compromissos, o reflexo poderá se estender para outros segmentos da economia.
Com isso, o Sincomercio Marília e a FecomercioSP propõem que o governo estadual adote medidas contingenciais, entre elas, a criação de horários diferenciados de trabalho durante duas semanas, com a possibilidade de turnos mais longos. Nesse aspecto, as Entidades solicitam o apoio do Poder Público na negociação com os sindicatos dos trabalhadores.
Os comércios varejista e atacadista que concentram cerca de 20% do total de empregos com carteira assinada no Estado de São Paulo, estão prontos para ajudar o retorno da atividade no País. Somente na região de Marília, as Entidades estimam que a greve possa acarretar perdas de vendas de até R$ 39,7 milhões por dia.
No cenário estadual, o prejuízo diário pode atingir R$ 1,8 bilhão e no nacional, R$ 5,4 bilhões.
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