O relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou que mais três frentes de investigação contra o
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com base na delação da Odebrecht sejam retiradas das mãos do juiz Sérgio Moro e enviadas à Justiça Federal, em Brasília.
O ministro atendeu ao pedido da defesa de Lula, que alegou que os fatos narrados por delatores da empreiteira não apresentam relação com a Operação Lava Jato. Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a retirada dos processos de Moro.
Um dos casos diz respeito ao suposto tráfico de influência do ex-presidente. Em troca de vantagens indevidas, ele teria atuado em favor da Odebrecht em negociações para que a empresa atuasse em Angola, mesmo que a operação causasse prejuízo ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), confirme depoimentos de Emílio Odebrecht e Marcelo Bahia Odebrecht, controladores do grupo, e de mais três ex-funcionários da empresa.
Outro caso analisa suposta atuação de Lula e da também ex-presidente Dilma Rousseff em favor da liberação de recursos do BNDES para a construção das Usinas Hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, ambas em Rondônia. Eles também teriam atuado para acelerar licenças ambientais.
A terceira ação trata de suposto pagamento de uma mesada pela Odebrecht a José Ferreira da Silva, o Frei Chico, líder sindical e irmão de Lula. neste caso, o ministro Fachin determinou que a investigação seja remetida à Justiça Federal de São Paulo, também a pedido da defesa de Lula.
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