Comemorada do último sábado até a próxima sexta, a Semana Mundial de Amamentação deste ano tem o tema "Amamentação e Trabalho", chamando a atenção para os direitos das mulheres. É que muitas mães deixam de amamentar no fim da licença-maternidade. No entanto, o leite materno, que é recomendado pelo Ministério da Saúde até pelo menos os seis meses de vida da criança, previne contra doenças e reduz o risco de alergias.
O direito da amamentação após a volta ao trabalho é garantido por lei. De acordo com a auditora fiscal do trabalho Felícia Mendonça, a lei garante dois intervalos de meia hora para amamentação, que podem ser juntados. Segundo ela, a determinação dos horários depende da flexibilidade da empresa. "É preciso que os empregadores tenham compreensão do momento na vida das mulheres. Essa flexibilidade é importante para que a mulher diga qual a melhor condição para ela manter a amamentação", afirma.
Mendonça também aponta que as mulheres que tenham dificuldades para usufruir desse intervalo podem comparecer à Superintendência do Trabalho, no Recife. "Temos duas formas de garantir [o direito]: tanto por fiscalização quanto por mediação. A gente chama a empresa para explicar melhor o que diz a lei e qual é a garantia dessa mulher", diz a auditora.
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