Saúde também suspende vacinação contra a dengue em Marília. Veja o motivo

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A Secretaria Municipal da Saúde de Marília divulgou uma nota oficial informando que também suspendeu a vacinação contra a dengue na cidade. A medida segue orientação do Ministério da Saúde depois que 42 pessoas apresentaram sintomas mais severos após a vacinação, sendo que três precisaram de internação e dois desses morreram. Todas utilizaram a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.

O Ministério da Saúde informa que 
serão investigados o histórico clínico das pessoas, as doenças preexistentes, os fatores de risco individuais, as causas alternativas, possíveis desvios de qualidade e erros de imunização.

Destacou que 
a decisão de descontinuar a estratégia de vacinação não invalida a eficácia do imunizante. E as pessoas que foram vacinadas ainda usufruem do benefício que a vacina oferece, que é a proteção contra a dengue. 

A suspensão vale apenas para a vacina produzinda pelo Butantan, e não inclui o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda e aplicado no Sistema Único de Saúde. 

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de Marília "as pessoas que já receberam a vacina devem permanecer atentas a eventuais sinais ou sintomas de saúde e procurar atendimento médico caso necessário.

O que diz o governo estadual

De acordo com o governo do Estado, até o momento, não há confirmação de ligação entre os casos e a vacina. A suspensão temporária segue o princípio da precaução e tem como objetivo garantir a máxima segurança à população enquanto as investigações são concluídas.

"O Instituto Butantan colabora integralmente com os órgãos responsáveis, fornecendo informações técnicas, acompanhando os dados de segurança e contribuindo para a avaliação da estratégia vacinal. Todo o processo está sendo conduzido com transparência, rigor científico e responsabilidade sanitária", informa.

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan apresentou eficácia global de 79,6% e de 89% contra casos graves em estudo publicado em revista científica internacional. Além disso, o acompanhamento realizado nos municípios de Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), onde houve vacinação em larga escala, não identificou eventos adversos graves relevantes associados ao imunizante.






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