O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Bauru afastou, nesta segunda-feira (19), a médica que constatou por engano o óbito de uma mulher vítima de um atropelamento na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru. O objetivo é abertura de uma sindicância interna para apurar falhas no atendimento.
O afastamento da profissional também foi confirmado pela Secretaria de Saúde de Bauru. Como medida administrativa preventiva, a médica ficará afastada das atividades até a conclusão da apuração. Não foi informado o prazo para o término da sindicância.
Segundo o boletim de ocorrência, Fernanda Cristina Policarpo, de 29 anos, teve o óbito atestado ainda no local do acidente, na altura do km 352 (trecho sentido Marília), por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
De acordo com o motorista do carro, ele trafegava no sentido capital-interior quando a pedestre entrou repentinamente na pista para atravessá-la, sem que houvesse tempo suficiente para frear.
"Morta", vítima estava viva!
Médica do SAMU atestou que a vítima estava morta.
Com a confirmação do óbito pela equipe do Samu, a rodovia chegou a ser interditada, e o Instituto Médico Legal (IML) foi acionado para remover o corpo.
Pouco depois, um médico da concessionária que administra a rodovia percebeu a respiração da vítima, que já estava coberta com uma manta térmica, e iniciou as manobras de reanimação.
Fernanda foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) de Bauru e, depois, transferida para o Hospital de Base de Bauru, onde permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado grave, com politrauma grave, traumatismos e múltiplos ferimentos.
O que diz a Prefeitura
Em nota, a Prefeitura de Bauru, responsável pelo Samu no município, informou que apura os fatos relacionados ao atendimento e que, caso seja constatada alguma irregularidade, serão adotadas as devidas providências, conforme os protocolos e normas vigentes.
Ainda no comunicado, o município manifestou solidariedade à paciente e aos seus familiares e destacou que "o caso está sendo tratado com prioridade e responsabilidade, diante da gravidade da situação". Do G-1.
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