Saída de Dilma influencia confiança do consumidor

Presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília comenta pesquisa.
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O provável desfecho da crise política, com o quase certo afastamento da presidente Dilma, parece estar afetando positivamente as expectativas dos agentes econômicos. É o que acredita o presidente do Sincomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Marília), Pedro Pavão, ao comentar o novo Índice de Confiança do Consumidor (ICC), do mês de maio, que registrou crescimento de 3,6% na comparação com o mês anterior e atingiu 90,9 pontos.

Pavão destaca a volta da confiança dos empresários.

O índice é calculado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e cuja escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 pontos (otimismo total).

A alta foi motivada pelo forte aumento do componente que mede as Expectativas do Consumidor (IEC), que subiu 7,5% em relação a abril e chegou a 119,9 pontos, o maior valor desde novembro de 2014 - quando os resultados foram afetados pela disputa do 2º turno da eleição presidencial. Na comparação com maio de 2015, o IEC apontou elevação de 21,4%, a maior alta anual desde abril de 2010.

Para os economistas do FecomercioSP, o movimento do IEC, que já vinha apresentando leve tendência de crescimento desde o final do ano passado, sugere uma reversão de expectativas dos consumidores, que seguem pessimistas, mas passaram a acreditar em uma melhora das suas condições econômicas futuras.

O outro componente do indicador, que mede a avaliação dos consumidores em relação às condições econômicas atuais (ICEA), atingiu 47,4 pontos em maio, queda de 8,8% na comparação com abril e de 41,8% ante o mesmo mês do ano passado. Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, apesar da melhora das expectativas, a situação financeira dos consumidores ainda está sendo negativamente afetada pelos juros altos, pela queda da renda e pelo aumento do desemprego.

Os dados dos consumidores já atestam essa dinâmica de recuperação da confiança no futuro e, segundo a Federação, os empresários tendem a mostrar comportamento semelhante.





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