Indonésia indicou nesta quinta-feira que as execuções de presos condenados à morte por tráfico de drogas não deverão ocorrer por pelo menos duas semanas e dois dias, já que a Procuradoria-Geral do país informou que todos eles deverão ser executados juntos.
O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, está na lista dos detentos a serem executados. Ele foi preso em 2004 ao tentar entrar na Indonésia com 6 kg de cocaína escondidos em pranchas de surfe.
A família tenta que o paranaense seja transferido para um hospital psiquiátrico após ter sido diagnosticado com esquizofrenia.
Um segundo exame médico, feito na semana passada a pedido do governo, ainda não teria sido concluído. Além do brasileiro, há nove presos no corredor da morte e os recursos de diversos deles ainda estão sendo analisados pela Justiça indonésia.
"Não houve mudança nos planos da Procuradoria-Geral de que todas as execuções serão feitas de uma só vez", disse Tony Spontana, porta-voz do procurador-geral.
Ele acrescentou que as execuções, que são por fuzilamento, não serão realizadas até que "tudo esteja claro".
Na quarta-feira, uma corte indonésia havia adiado para o dia 25 uma decisão sobre o recurso de um francês condenado à morte e, nesta quinta, um recurso de dois australianos foi adiado até o dia 19 por um outro tribunal.
Isso indicaria que a decisão poderia levar pelo menos 16 dias para ser anunciada, já que os prisioneiros precisam ser avisados com 72 horas de antecedência de que serão executados.
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