Rapaz é preso após simular o próprio sequestro para extorquir dinheiro da esposa. Motivo é bem curioso. Confira!

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Um marceneiro de 23 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (12), em Ourinhos, após simular ter sido sequestrado para tentar extorquir a própria esposa. Com o dinheiro, ele pretendia pagar uma conta que estava devendo em uma boate.  

O caso começou na noite de sábado (11), quando a companheira do rapaz procurou o plantão policial em estado de choque, relatando o desaparecimento do marido, que havia saído de Jacarezinho para realizar um trabalho em Ourinhos.

Enquanto prestava depoimento, a mulher passou a receber mensagens e áudios do celular do companheiro, nos quais ele fingia estar sendo torturado por criminosos. Em seguida, passou a se passar por um suposto sequestrador, exigindo o pagamento de R$ 1 mil via PIX para libertá-lo.

Buscas pela "vítima"

Diante da gravidade da situação, equipes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal iniciaram uma operação de busca que mobilizou diversas viaturas ao longo da madrugada.

Após horas de diligências, o veículo do suspeito foi localizado em uma casa noturna da cidade. No interior do estabelecimento, os policiais encontraram o jovem consumindo bebidas alcoólicas e acompanhado de uma funcionária, sem qualquer sinal de violência ou restrição de liberdade.

Na delegacia, ele confessou que havia usado drogas após o trabalho e decidiu ir à boate, onde acumulou uma dívida de cerca de R$ 1.700. Sem dinheiro para pagar, resolveu forjar o próprio sequestro para que a esposa enviasse o valor.

A farsa foi confirmada também por uma funcionária da casa noturna, que relatou que o rapaz permaneceu sozinho durante todo o período.

Acabou na cadeia...

O delegado de plantão decidiu prendê-lo em flagrante pelo crime de extorsão (pena de até 10 anos de prisão) e por falsa comunicação de crime (seis meses de detenção), já que mobilizou as forças de segurança e ameaçou a companheira com o objetivo de obter vantagem financeira.

Devido à gravidade do caso e ao impacto psicológico causado à esposa, não foi arbitrada fiança. Dessa maneira, o acusado permaneceu preso e à disposição da Justiça.







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