Um rapaz de 18 anos foi detido pela Polícia Militar, em Marília, acusado de soltar pipa com linha chilena. Ele foi levado à Central de Polícia Judiciária e, após o resultado da perícia, deverá responder pelo crime de periclitação da vida, com pena prevista de detenção de seis meses a três anos.
Os policiais militares sub Maceno, cabo Bueno e soldado Aline, da 3ª Companhia, faziam patrulhamento pelo bairro Jânio Quadros, onde já haviam recebido
reclamações de populares de que haviam pessoas soltando pipa com as chamadas "linhas cortantes".
Ao passarem pela rua Francisco Chaves de Moraes, depararam com um rapaz de 18 anos, no meio da rua, com linha chilena que tem poder de corte quatro vezes maior do que o cerol, feita com alumínio e quartzo. Como o acusado já é maior de idade, além da apreensão do material, ele acabou sendo levado à Central de Polícia Judiciária.
Inicialmente foi elaborado boletim de ocorrência e a linha será encaminhada para o Instituto de Criminalística, em São Paulo, único local que tem condições técnicas de emitir um laudo sobre o perigo dessa linha. A partir daí deverá responder ao chamado "termo circunstanciado" cuja pena está prevista no artigo 132 do Código Penal, ou seja, expor a vida ou a saúde de pessoa certa a perigo direto e iminente.
PERIGO DE ACIDENTES - De acordo com o sub Maceno, uma das maiores preocupações é quando essa linha é "cortada". Muitas vezes a pipa é levada pelo vento e, quando enrosca num poste ou árvore, pode atingir o pescoço de uma pessoa, com risco inclusive de morte.
A preocupação aumenta ainda mais neste mês de julho, devido as férias escolares, quando soltar pipa é uma das brincadeiras mais preferidas na periferia das cidades. E se torna perigoso quando se utiliza linha com cerol ou chilena. Segundo a Associação Brasileira dos Motociclistas, 25% dos acidentes envolvendo condutores e linhas com cerol são fatais no Brasil.
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