Produtos falsificados na região eram vendidos para todo Brasil

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Os produtos produzidos no fundo de quintal e falsificados de marcas famosas na área de beleza eram vendidos para todo o Brasil tanto em lojas físicas como também pela internet em sites muito utilizados, como Mercado Livre. As informações foram divulgadas nesta tarde pelo delegado Seccional de Marília, José Carlos Costa, responsável pelas investigações e que comandou a operação realizada em Echaporã.

O caso começou a ser monitorado há cerca de dois meses e, pelo que a polícia apurou, as vendas já vinham sendo feitas há muito tempo. Hoje foram cumpridos 12 mandados de busca, envolvendo 11 pessoas, inclusive dois vereadores, irmão do prefeito e também um farmacêutico.  Em diferentes locais, os investigadores flagraram a fabricação irregular dos produtos  que utilizavam rótulos de empresas famosas.

Matérias-primas apreendidas pelos investigadores.

A produção era feita literalmente no fundo de quintal. As matérias-primas e embalagens eram compradas em grande quantidade e, após a mistura, os produtos eram embalados e levados de caminhonete para São Paulo e outros centros. Tanto que nas buscas de hoje um desses veículos estava lotado e pronto para seguir viagem.

De acordo com o delegado José Carlos Costa, o crime está previsto no artigo 273 do Código Penal  (Falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais), cuja pena varia de 10 a 15 anos de prisão.

Ele informou também que as investigações foram realizadas a partir de denúncia uma das empresas detentoras da patente dos produtos apreendidos. Isso porque o Serviço de Atendimentos ao Consumidor (SAC) dessas marcas começou a receber reclamações de produtos de má qualidade ou de reações alérgicas, sendo constatado, em análise, que o material não era original.

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Os policiais civis também apreenderam celulares, computadores e notebooks dos envolvidos para tentar chegar a mais pessoas envolvidas e qual a extensão dessa rede de vendas de produtos falsificados.

Tunéis utilizados para embalar os produtos falsificados.

Todos os acusados de envolvimento estão prestando depoimento na Delegacia de Echaporã e, neste primeiro momento, serão colocados em liberdade, respondendo a inquérito  que pode inclusive direcionar para outros crimes, como colocar em risco a saúde das pessoas que compraram e estão utilizando os produtos falsificados que logicamente não têm nenhum controle da ANVISA. 

 

 

Alguns dos produtos falsificados.

 

 

 

 

 

 

 

 

Caminhonete lotada e pronta para mais uma remessa dos produtos falsificados. 







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