A produção da indústria brasileira caiu 0,8% em agosto frente a julho, informou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira queda após quatro altas seguidas - nesse período, o crescimento acumulado foi de 3,3%. Em comparação com agosto de 2016, no entanto, houve crescimento de 4% - melhor resultado para o mês desde 2010.
O setor de produtos alimentícios caiu 5,5%, depois de três meses consecutivos de crescimento, e foi o que mais contribuiu para a queda do índice, seguido por máquinas e equipamentos (-3,8%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,6%) e indústrias extrativas (-1,1%).
No acumulado do ano até agosto, o avanço do setor industrial é de 1,5%, e no acumulado de 12 meses, a queda é de 0,1%, prosseguindo com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%), segundo o IBGE. A queda da produção frente a julho foi concentrada em poucos grupos, mas de muita relevância, e não significa um rompimento de tendência, e sim um movimento pontual e concentrado, sem mudar a conjuntura.
De acordo com o instituto, em agosto, o setor industrial volta a mostrar em agosto menor ritmo produtivo, com a queda de 0,8% eliminando parte do ganho de 3,3% acumulado em quatro meses consecutivos de crescimento na produção. Contudo, mesmo com o total da indústria mostrando queda, houve predomínio de taxas positivas, já que 16 dos 24 ramos investigados apontaram avanço na produção.
O IBGE ressalta que, mesmo com o ganho de ritmo observado a partir de novembro de 2016, a produção da indústria recuperou apenas pequena parte das perdas registradas nos últimos anos e ainda encontra-se 17,8% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013.
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