Presidente do Aeroclube de Marília protesta contra desocupação de área e busca apoio de lideranças

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Empresa que assumiu administração do aeroporto explica como fica a situação

O presidente do Aeroclube de Marília, Braucílio Foganholo Júnior (conhecido pelos pilotos como "Brau") está buscando apoios de lideranças da cidade e região, bem como estuda junto ao setor jurídico novo recurso para conseguir manter a escola no atual local de funcionamento. É que a justiça decidiu que o Aeroclube terá de devolver os hangares e a área utilizada para a rede VOA, que administra atualmente o aeroporto de Marília.

"Eles nos fizeram proposta de pagar um aluguel simbólico de R$ 1,00 o metro quadrado na audiência de conciliação. Depois R$ 64 mil mês, baixou para metade e agora cerca de R$ 13 mil, mas nem isso eles estão aceitando porque querem alugar o espaço para empresas", lamentou Brau.

Responsável pela formação de milhares de pilotos, o Aeroclube de Marília funciona no mesmo local há 84 anos, sendo considerada a segunda instituição de ensino da cidade e tendo iniciado suas atividades antes mesmo do próprio aeroporto (era chamado de "campo de aviação").

Juridicamente, existe um contrato de cessão do espaço feito em 2004, com validade de 20 anos, que foram vencidos em maio deste ano.

Braucílio observou que, pelo projeto inicial, o novo terminal de embarque/desembarque do aeroporto de Marília seria construído nas imediações da pista de cooper da avenida Brigadeiro Eduardo Gomes.


Mas, segundo ele, a empresa VOA SP pretende aproveitar a atual área, ou seja, o pátio de manobras de aeronaves e construir apenas o novo terminal, além de locar outras áreas para estacionamento (incluindo a sede do aeroclube) 

Mudar de cidade

O dirigente da entidade admitiu que caso não haja um acordo de forma judicial, existe a possibilidade do Aeroclube de Marília inclusive mudar de cidade, o que perderia essa tradição de mais de 80 anos. Há uma proposta de transferir para Vera Cruz e até mesmo outras cidades.

Neste fim de semana estão previstas conversas políticas com objetivo de tentar reverter essa situação.

"A cidade está perdendo com tudo isso", lamentou Braucílio ao lembrar mais uma vez a tradição da escola que foi responsável inclusive por grandes empresas da aviação, como a OMA (Oficina de Aviação de Marília), considerada hoje uma das maiores do Brasil.

Posição da rede VOA

A Rede VOA é concessionária de 16 aeroportos em todo o estado de São Paulo: Ribeirão Preto, Franca, São Carlos, Araraquara, Bauru-Arealva, Marília, São Manoel, Avaré-Andu, Sorocaba, Campinas, Registro, Itanhaém, Jundiaí, Bragança Paulista, Ubatuba e Guaratinguetá.

Em nota oficial, a empresa afirmou: 

"A REDEVOA informa que assumiu a gerência do aeroporto no dia 1 de abril de 2022. Desde então, vem procurando atualizar todos seus contratos, incluindo todos os aeroclubes sediados, tendo o de Marília sido notificado desde o final 2023. As demais entidades de aeroclubes que compõem os 16 aeroportos já revisaram seus contratos, restando tão somente o desse município. Cabe ressaltar que, desde 2022, conforme legislação da ANAC, os aeroclubes foram transformados em Centros de Instrução da Aviação CIVIL (CIAC), sendo enquadrados na mesma categoria das escolas de aviação, com relação de mercado, de modo a permitir livre competição entre todas as demais empresas do segmento de voos de Instrução".





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